
Máquina do Tempo
Por: Luiz Eduardo Buquera
Em 1989, o Coritiba teve um time extremamente ofensivo que marcou época, talvez o mais técnico dos últimos 40 anos.
Não fosse a tragédia que se abateu sobre o clube ao final do mesmo ano, com o rebaixamento por meio de ato administrativo, o Coritiba teria um futuro muito promissor. Esse tema merece um capítulo à parte e é muito bem abordado em vídeo no canal dos Helênicos no YouTube.
Apesar do malfadado acontecimento, aquele ano traz muitas lembranças agradáveis ao torcedor, que certamente sabe de cor e salteado o time base daquela campanha.
Além dos titulares, tínhamos muita qualidade entre os suplentes e no comando técnico.
A base daquela equipe era remanescente do campeonato brasileiro do ano anterior, quando, sob comando de Valdir Espinosa, a equipe começou a mostrar um futebol que já empolgava a torcida.
Da equipe que terminou como titular o Brasileirão de 1988, saíram Rafael, Ditinho, Marquinhos e Junior (Dorival). Permaneceram Vica, João Pedro, Osvaldo, Tostão, Carlos Alberto (Dias), Chicão e Kazu. O técnico Edu Antunes chegou para comandar a equipe. Toinho chegou como grande reforço, mas acabou perdendo a posição para Gérson. Durante a competição, foram contratados os laterais Polaco e Pecos, o meia Serginho e o ponta Roberto Gaúcho. Outros jogadores importantes na campanha foram Márcio Batatinha, Berg, Mário Sérgio Feijão, Marildo e Sérgio Luís.
Ao final da competição, com o título que ratificou a superioridade alviverde durante toda a campanha, a equipe principal atuava com Gérson, Polaco, Vica, João Pedro e Pecos; Osvaldo, Serginho e Tostão; Carlos Alberto, Chicão e Kazu.
Pela sexta rodada do segundo turno daquele campeonato, o Coritiba iria enfrentar o Londrina, procurando manter uma sequência de vitórias e acabou aplicando uma impiedosa goleada por 5x2, com direito a gol de falta do craque Tostão e golaço por cobertura de Serginho para fechar o placar. Era a sétima de dez vezes naquela competição que o Coritiba anotava três ou mais gols em uma partida.
Logo que o Londrina marcava um gol, tomava outro em seguida, tirando qualquer possibilidade de reação. Era uma equipe extraordinária, que atuava em consonância com a máxima de que a melhor defesa é o ataque, tanto que atuou na maioria dos jogos sem um volante de ofício.
Ficha Técnica
14/05/1989 - Londrina 2 x 5 Coritiba
Estádio do Café
Coritiba: Gérson, Márcio Batatinha, Berg, Valmor, Mário Sérgio Feijão; Osvaldo, Serginho e Tostão; Carlos Alberto, Chicão e Kazu. Entraram: Marido e Polaco. Técnico: Edu Antunes Coimbra
Gols: Carlos Alberto (CFC), Chicão (CFC), Antônio Carlos (LEC), Chicão (CFC), Dicão (LEC), Tostão (CFC) e Serginho (CFC).
Público pagante: 6.773 pessoas
Árbitro: Newton Martins
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)