
RETROSPECTIVA
O Coxanautas trará para a torcida Coxa-Branca cinco matérias especiais com a retrospectiva de 2009. Cada uma delas abordará um bimestre de um ano trágico para o Coritiba. Confira primeiro material da série que trata de janeiro e fevereiro deste ano:
A demora para a escolha do novo técnico para o ano do Centenário já dava indícios de que o Coritiba poderia ter um ano complicado pela frente. Terminado o campeonato Brasileiro de 2008, Dorival Júnior, o então treinador, deixou o clube para, mais tarde, acertar com o Vasco da Gama. Sabendo que Dorival não iria continuar no cargo, a diretoria do Coritiba demorou a se mexer, ficou para trás no mercado e só foi anunciar Ivo Wortmann em meados de dezembro daquele ano, atrasando o planejamento da equipe para o ano do Centenário.
Logo na primeira semana de janeiro, duas transferências, para o Palmeiras, irritaram a torcida Coxa-Branca. Maurício Ramos e o ídolo Keirrison acertaram as suas idas para o time do Palestra Itália. Embora o Verdão tenha acertado com Pereira e Marcos Aurélio, para recompor o grupo, respectivamente, a queda de rendimento foi visível.
Ivo Wortmann começava a preparar a equipe para a estreia no Paranaense e abriria a temporada em uma partida amistosa, curiosamente, diante do Fluminense. Treinada na época por René Simões, a equipe carioca venceu o Verdão em um Couto Pereira vazio, tanto na questão público, como na de qualidade técnica. Mais um indício do difícil ano para ambas equipes.
No dia 25 de janeiro, enfim, o Coritiba estreou no Paranaense com um empate por 0x0 contra o Iraty, no estádio Couto Pereira. O time da primeira partida foi formado por: Vanderlei; Márcio Gabriel, Cleiton, Felipe e Vicente; Rodrigo Mancha, Leandro Donizete (Pedro Ken), Marlos e Carlinhos Paraíba (Douglas Silva); Hugo (Dinélson) e Ariel Nahuelpan. Destes, apenas Vanderlei, Leandro Donizete, Pedro Ken, Carlinhos Paraíba e Ariel Nahuelpán terminariam o ano no grupo considerado titular.
Três dias mais tarde, em União da Vitória, mais um jogo fraquíssimo tecnicamente, entretanto, com um gol de Ariel Nahuelpán nos acréscimos, o Coritiba conseguia sua primeira vitória no ano. O 1x0 diante do Iguaçu preocupava para o primeiro real desafio: o AtleTiba que abria o mês de fevereiro.
O jogo marcou a estreia de Marcos Aurélio, o que, em tese, daria mais qualidade ao ataque Coxa-Branca que tinha Marlos improvisado na frente. Na prática, não foi isso que aconteceu e, perdendo muitos gols, o Verdão não conseguiu sair do 0x0 com o maior rival. A luz amarela já acendia no Couto Pereira.
Na continuação do Campeonato, duas vitórias por 1x0, contra Foz do Iguaçu e Paranavaí, ambas fora de casa. Em cinco jogos, o Verdão fez apenas três gols, mas, para compensar, ainda detinha a invencibilidade em sua defesa. No dia 15 de fevereiro veio a primeira vitória em casa com a quebra de outros dois "tabus": pela primeira vez o Coxa fazia mais de um gol na partida e tomava, também, seu primeiro gol.
Já no final do mês, a primiera derrota, catastrófica e vergonhosa. Os 3x0 tomados em Engenheiro Beltrão, mostravam, outra vez, a fragilidade do Coritiba. Embora o então diretor de futebol Homero Halila tivesse colocado panos quentes na situação e garantido Ivo no cargo, a torcida já se mostrava impaciente. Uma impaciência que só aumentou quando veio à tona a farra de alguns jogadores no carnaval. As vitórias contra Toledo e Cascavel, que fecharam o mês na sequência do campeonato, foram vistas como obrigação.
Amanhã, a retrospectiva do Coxanuatas segue com os meses de Março e Abril. Não perca.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)