
HOMENAGEM
Por Gilson de Paula
Diz a lenda que um bom time tem que começar com um bom goleiro. Diz a lenda, também, que um bom goleiro é aquele que faz o que todos os goleiros nornais conseguem fazer e que, às vezes, faz aquilo que muitos não conseguem, ou seja: defesas espetaculares. Um bom goleiro tem que ser regular. Não adianta nada pegar tudo num jogo e tomar um penoso no outro. A responsabilidade é muito grande. Um atacante pode perder vários gols durante uma partida. Se um goleiro pisar na bola, o time inteiro afunda junto. E esse problema, graças a Deus, a torcida coxa-branca não tem. Nosso goleiro é mais que um goleiro. É um goleiro com aço. É um goleiraço (essa é antiga, hein?). Edson Bastos, a segurança que há muito não se via sob os três paus com a camisa alviverde.
Depois do Rafael Camarotta, levou um tempão para aparecer um “grande camisa 1” no Alto da Glória. Após sofrer nas mãos de Gersons, Régis, Anselmos, Gilbertos e Sérgios da vida, a galera chegou a idolatrar o grande Fernando, que hoje é destaque no futebol português. Agora nada comparado ao que acontece nos dias de hoje. Não passa nem vento. Se o time fizer a sua parte na linha, a torcida pode ficar tranqüila porque as bolas defensáveis e algumas indefensáveis que forem em direção ao gol certamente pararão nas mãos desse monstro, que honra as nossas cores e dá ênfase ao ditado que diz que um bom time começa com um bom goleiro.
Num passado não muito distante, a torcida ficava temerosa toda vez que o adversário passava do meio-de-campo. Toda bola cruzada pra dentro da nossa área era motivo para matar a galera do coração. Felizmente, esse sofrimento acabou. Para não me alongar demais, vou citar apenas um lance verificado na vitória sobre o Flamengo, dia desses, no Couto. O time estava acuado, encolhido, tomando pressão do então líder do campeonato. Até que, faltando poucos minutos para o apito final, a bola oferece-se toda gorduchinha para o atacante Obina. Ele estava próximo à marca do pênalti. Era soltar o torpedo e comemorar o gol de empate. A primeira parte ele fez. Soltou o torpedo. Só não pôde comemorar o gol porque não contava com a astúcia da muralha negra alviverde. Num movimento de puro reflexo e elasticidade, Edson Bastos mergulhou, foi lá no terceiro andar e conseguiu fazer a defesa mais bonita da rodada. Se o imortal Lombardi Junior ainda narrasse na Rádio Clube, certamente iria soltar um "inacreditááááável" ao ver a defesa do Edson Bastos.
Valeu, muralha negra. Muito obrigado, do fundo do coração, por tudo que você vem fazendo pelo nosso amado Coritiba Foot Ball Club.
Nesses dois vídeos que eu editei com imagens do meu arquivo pessoal, vocês podem conferir sequências incríveis de defesas do nosso goleirão.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)