
MOBILIZAÇÃO
Na sequência de matérias que lembram jogos decisivos, em que o time da alma guerreira esteve lutando em sintonia com a torcida que nunca abandona, lembramos o dia 25 de outubro, no Couto Pereira. O Coxa enfrentava o maior rival, A. Paranaense, que até então não tinha vencido o Cori neste ano. Ainda restava no ar um clima de revanche, sobretudo pela vitória sobre 4x2 em cima do time da baixada, em seu próprio estádio. Jogo que inclusive rendeu uma das capas mais famosas e polêmicas do jornalismo esportivo paranaense.
O primeiro clássico com o Coritiba sendo uma instituição centenária, começou com muita festa nas arquibancadas. A apresentação de diversas bandeiras com ídolos dos 100 anos de história do clube e que depois culminou no Green Hell. Tudo isso para empurrar o time para a vitória.
Amarrado e de muita marcação no começo, a torcida levou um grande susto. Símbolo da raça do time, o argentino Ariel Nahuelpan tentou cortar um escanteio e acabou desviando contra, e a bola tristemente entrou. Gol contra do argentino. Mas com a vontade e a raça que lhe é peculiar, pouco tempo depois correu em direção ao gol e completou um cruzamento genial de Marcelinho. Nem deu tempo da torcida adversária comemorar. O clássico estava empatado. Ainda deu tempo do lateral Ângelo bater uma falta e meter a bola na forquilha de Galato, mas caprichosamente a bola não entrou. Fim de primeiro tempo.
Na segunda etapa, muito mais emoção para a torcida Coxa-Branca. O jogo continuava disputado e em bola cruzada para a área o volante Jaílton furou e a bola sobrou para Jeci que chutou forte no canto do gol de Galato, sem chance de defesa para o goleiro adversário. O jogo parecia bem encaminhado a torcida que nunca abandona fazia grande festa.
Contudo, em um erro de marcação da defesa, Paulo Baier fez um belo lançamento para Marcinho que só teve o trabalho de tirar de Vanderlei e empatar o jogo. O principal ídolo do adversário fazia sinal com as mãos que o jogo tinha acabado.
Mas o time era de alma guerreira e a torcida não abandonou. O Coxa se lançou ao ataque em busca da vitória, até que no último minuto de jogo, aos 47”, falta na lateral direita do ataque Coxa, próxima a área. Praticamente todos os jogadores em campo dentro da área, menos um. Marcelinho, magistralmente, viu Marcos Aurélio sozinho e ao correr para a bola tocou para o baixinho ex-jogador do time da baixada, sem olhar. Ele encheu o pé e estufou as redes. O Couto Pereira foi a loucura, jogadores comemorando de maneira emocionante e a torcida em êxtase. O Coritiba vencia o primeiro clássico pós-centenário e mantinha a invencibilidade em cima do rival.
No final, Marcelinho repetiu o gesto do ídolo adversário para a torcida do rival. Correu em direção as arquibancadas e sinalizou que agora sim, o jogo tinha acabado. Como quem pode mais, chora menos, após o apito final ainda mandou umas bananas para os simpatizantes do A. Paranaenses, que cabisbaixos deixavam o Alto da Glória.
Torcedor vista sua camisa, pinte o rosto de Verde e Branco, amarre sua bandeira no corpo e vá ao Alto da Glória no domingo empurrar o Coxa para cima do Fluminense.
Domingo, 6 de dezembro, todos os caminhos levam ao Alto da Glória.
Confira os vídeos do Green Hell e também do Gol de Marcos Aurélio gravados por torcedores:
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)