
FALA, COXAnauta!
'A diferença entre provocação e falta de respeito'
Estou preocupado com o rumo que as relações entre as pessoas tem tomado.Só para exemplificar, soube que no último jogo no Estádio Joaquim Américo, durante o minuto de silêncio pelo falecimento do Sr. Evangelino, houve todo o tipo de balbúrdia e ofensas proferidas pelos torcedores do A. Paranaense contra o falecido.
Em que pese a eficácia do Sr. Evangelino enquanto dirigente do Coritiba e todas as derrotas que o referido time sofreu durante as gestões do Chinês, antes de tudo ele era um ser humano.Mas não os culpo.Tentei visualizar a mesma situação sendo vivida no Major Antônio Couto Pereira com um minuto de silêncio para prestar homenagem a algum dirigente do clube rubro-negro. Na minha visualização a situação não seria diferente. Muitos pais, acompanhados de filhos pequenos, dizendo que fulano foi tarde, que atleticano tem mais é que morrer e outras barbaridades que poderiam ter conseqüências extremamente desagradáveis.
Sempre provoquei os meus amigos que torcem para outros times mas nunca faltei com o respeito a ninguém. A condição de ser humano deve prevalecer e precisamos lembrar que se há marginais em uma torcida eles não são sua exclusividade e não podemos generalizar imputando certos hábitos a todos as outras pessoas que a integram.
Resolvi escrever após ler a coluna em um jornal de grande circulação de uma pessoa que integra, como torcedor, um desses programas que o molde é um apresentador e três torcedores de quase todos os times da capital. Digo quase todos porque o Jota Malucelli é um time da capital e não tem nenhum representante. Na coluna, o torcedor tenta provocar a torcida alviverde com termos como "coxinhas", "remendadão", "batateiros". Uma lástima.
Seria muito mais proveitoso se esse torcedor utilizasse o nobre espaço que ocupa para conclamar a torcida de seu time a comparecer no estádio, vestir a camisa no dia do jogo, pendurar bandeiras e ele poderia, inclusive, dizer que tem certeza da vitória no jogo que se aproxima. Não sei o que ele quis dizer com "batateiios" mas me parece mais uma clara demonstração de racismo. E vem justo do torcedor do time o qual se vangloria por aceitar todas as pessoas sem distinção contra o clube o qual é sempre, injustamente, apontado como racista.
Querem nos provocar, podem fazê-lo. Nos acostumamos com essas provocações porque antes elas eram as únicas armas dos nossos rivais contra os imbatíveis esquadrões coritibanos. Mas o façam de maneira responsável e respeitosa. Afinal, futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da vida e suas palavras nos programas de TV ou letras em colunas de jornal podem ser os catalisadores de situações nada agradáveis para ambas as torcidas.
E peço a você, torcedor alviverde, caso consigamos êxito nos resultados dos jogos, em qualquer competição, faça festa. Estenda para fora do Couto Pereira a magia que a todos tem encantado como encantou o experiente René Simões que passou a amar o Clube. Tenho certeza que esse amor foi conquistado pela festa e não pela violência, não pelo vandalismo e, principalmente, não pela falta de respeito ao próximo.
Saudações Alviverdes
Alexandre de Lima Sewald é Coxa-Branca de coração.
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