
FALA, COXAnauta!
No final da semana passada, foi confirmada pela Prefeitura do Município de São Paulo, através de sua Secretaria de Controle Urbano (Contru), a ampliação da capacidade do estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu), de 37.900 para 40.200 lugares.
Isto é apenas um exemplo de como as coisas funcionam quando se fala do poderio de um clube como o Corinthians, autor da solicitação junto à prefeitura que administra o estádio.
Agora, surgem algumas perguntas: o Couto Pereira é menor que o Pacaembu?
Para se ter uma idéia, no jogo entre Coritiba e Marília, em 2007, foi registrado um público superior a 43.000 espectadores no Alto da Glória. Isto acabou trazendo alguns problemas para o Coxa, pois houve um questionamento, baseado na capacidade oficial do Couto Pereira que é de aproximadamente 37.500 pessoas.
No jogo entre Coritiba e Corinthians, neste ano, tivemos perto de 35 mil torcedores e espaços disponíveis visíveis dentro do Couto Pereira, tanto nas cadeiras cobertas quanto nos fundos, próximo a torcida Corinthians. Ou seja, acredito que o número de lugares poderia chegar até em torno dos 40 mil, com certa folga.
Neste momento, não estamos necessitando desta ampliação (se bem que poderíamos ter solicitado este incremento a um bom tempo) e tampouco sabemos qual será a definição futura com relação ao Major Antônio Couto Pereira, mas, fazemos a seguinte pergunta: qual o critério utilizado para realização destas medições, estimadas pelo Corpo de Bombeiros e porque encolheram tanto o estádio, que chegou a receber públicos de quase 65 mil pessoas, quando da visita do Papa ou em jogos? Porque as regras impostas ao Coritiba são sempre mais restritivas, quando comparadas a outros?
Na verdade, estas questões vão surgindo ao compararmos situações entre clubes e entre épocas diferentes.
Na década de 70, tínhamos como presidente o saudoso Evangelino da Costa Neves e sabíamos que nos bastidores a coisa era muito diferente. Na hora de negociar com jogadores, clubes, prefeitura, federação ou mesmo confederação, dificilmente alguém nos “passava a perna” e tínhamos força, representatividade.
Em 1973, disputamos o Torneio do Povo graças a uma dessas intervenções.
Na década de 70 e em parte da de 80 tínhamos maior peso ao negociar e não acredito que os problemas sejam apenas financeiros. Não estou referindo-me a quebra de leis ou imposição de força para atingir os objetivos. Porém, lembro que quando o CAP esteve decidindo a Libertadores, chegaram cogitar o empréstimo do Couto Pereira e o aumento da capacidade para 41 mil torcedores!
Garanto que, se o Coritiba liberasse o campo para a final, dariam um “jeitinho” para eles.
Portanto, está mais do que na hora do Coritiba “mostrar e desenrolar”, na mesa (se é que todos me entendem), o seu valor e a sua grandeza e conquistar alguns direitos, em todas as esferas possíveis.
Cabe a nossa diretoria e a todos os grupos que formam nossa estrutura, reunir-se e começar a definir quais são as necessidades e encaminhá-las para quem pode resolvê-las.
O Corinthians usou de sua força junto aos bastidores para defender seus interesses e conseguiu, sem sofrer questionamentos. Aqui no Paraná, infelizmente, o autofagismo acaba sendo um fator a mais e que não será eliminado tão cedo.
Mas como diz a nossa fantástica torcida: “vamos, não para de lutar...”
Que nos desculpem as outras intituições, esportivas ou não. Não vamos desvalorizar os outros e descartar seus feitos.
Todos são importantes, mas “o tamanho do nosso é maior”.
Abraços aos COXAnautas.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)