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FALA, COXAnauta!
A luz da verdade
Nesta segunda-feira após tomar conhecimento da coletiva do Sr. Giovani Gionédis através das rádios de Curitiba coloquei-me a refletir sobre os fatos e a um passado recente.
Os holofotes, os microfones, o poder teriam a capacidade de cegar? Pois confesso ter gozado e prefiro acreditar ainda poder continuar gozando da amizade de alguns que nesta segunda-feira ladeavam o Sr. Giovani Gionédis, refiro-me ao Luiz Henrique (Espeto) e a André Ribeiro (Andrezinho).
Há pouco tempo chegávamos juntos ao estádio por volta das 9h da manhã para preparamos faixas, bandeiras, baterias de fogos, extintores e pensávamos como faríamos a entrada das bandeiras, como seríamos a mais bonita e vibrante torcida organizada do estado do Paraná. Estivemos em várias torcidas organizadas juntos, na companhia de outros tantos torcedores do nosso tempo de juventude, muitos dos quais com o passar do tempo passaram ao sucesso em suas vidas pessoais e profissionais.
Nestes encontros matinais, cansamos de debater as condições do nosso amado Coxa, como era dirigido, os problemas que observávamos, as críticas aos presidentes e diretores à época, que em nosso conceito erravam, e erravam muito. E sempre nos perguntávamos por que eles não saem e dão espaço a outros. Suas administrações já não eram mais campeãs e seguidamente cometiam erros absurdos em contratações e etc. Era hora deles saírem, será que não enxergavam o óbvio?
Ou será que os holofotes, os microfones, o poder teriam a capacidade de cegar?
O tempo passou as reuniões continuaram já agora em outros lugares, pois sentíamos que era hora de darmos espaço aos mais jovens junto as torcidas organizadas e nossas famílias já não nos permitiam mais os rompantes da juventude, mas como dizia, as reuniões continuavam agora com a presença de outras pessoas, “novos amigos”, mas os objetivos e os ideais ainda eram os mesmos, voltar a crescer, voltarmos as glórias, termos orgulho agora, de levarmos nossos filhos ao estádio, até então o maior e melhor do estado e cantado em verso e prosa pela crônica nacional como um dos melhores estádios particulares do país. Mas, como guris ainda tão jovens poderiam chegar às posições de decisão dentro do nosso tão amado Coxa.
Eis que surge uma oportunidade, uma aliança com um torcedor, um conselheiro que também queria estar à frente das decisões do clube queria mudanças e tinha a anuência de uma parcela do conselho, eu particularmente não o conhecia do clube e sim do mundo político por onde teve passagem, porém, era irrefutável a necessidade de uma aliança, que apesar dele mesmo, no passado, falar de que futebol não era do seu conhecimento vinha ele com apoio de pessoas que conhecem e muito do esporte bretão (me perdoe, Nego Pessoa por tomar aqui sua dita predileta ao futebol), pois bem, aliança feita forças reunidas nasce uma chapa e junto o Cori Ação, eleições e o grupo se torna os novos mandatários do nosso amado Coxa, o Verdão de tantas glórias em um passado sem igual.
No início uma coalizão, um esforço conjunto, uma parceria entre torcida, direção, comando técnico e profissionais do futebol, resultados: - vitórias, títulos, Libertadores.
Holofotes, microfones, poder teriam estes cegado meus amigos? Pois como estariam o Espeto e o Andrezinho se comportando hoje nas arquibancadas se atualmente não fossem eles os mandatários do nosso tão amado Coxa. Estariam eles aliados à aqueles que com o passar do tempo preferiram se afastar da direção do clube por não concordarem com o que acontecia nas reuniões e nos corredores do Clube, alguns dos quais por exercerem um direito irrefutável pela democracia em que vivemos, nesta segunda-feira foram citados e praticamente execrados do clube pelo Sr. Giovani Gionédis.
Vale citar que muitos deles estavam ombro a ombro dentre aqueles que elegeram e participaram do início do mandato do Sr. Giovani Gionédis e se afastaram, não acredito que por falta de holofotes, microfones e poder.
Muito mais poderia eu aqui relatar, mais não acredito que isto possa vir a contribuir com meu amado Coxa. Mas a uma pergunta final não irei me furtar a fazer aos amigos, que como no início citei e reafirmo: a quem espero que entendam e me permitam após este desabafo ainda continuar privando de suas amizades de outrora dos bancos escolares de nossa juventude e tantos desafios superados juntos na vida e no esporte.
Gostaria de saber onde e o que estariam bradando com todas as suas forças no último sábado ou estariam do lado de fora ombro a ombro com tantos outros que em forma de protesto pacífico permaneceram? Por fim teriam os holofotes, os microfones, o poder a condição de cegar?
Demonstrem vocês o amor pelo Coritiba, pois no amor de vocês eu acredito e mais, eu acredito no poder da reconstrução ao invés de criticar será melhor nos espelharmos e assim retornarmos aos nossos ideais nos quais eu como tantos outros confiamos.
Apaguem os holofotes, desliguem os microfones e partilhem o poder, a hora é agora.
Seu, meus, nossos sonhos se sonharmos sozinho nada hão de contribuir com nossos ideais do passado e a nação Coxa-Branca clama por reconstrução.
Saudações de um amigo Coxa-Branca.
Eliézer Manoel de Sousa Junior é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)