
FALA, COXAnauta!
Perdoe-me a quem lerá o texto, mas será necessário algumas abordagens teóricas e analogias para tentarmos entender as ações de nossa atual diretoria!
Comecei a observar ações do novo G9 , que mesmo antes da posse fez um discurso em que afirmava o Coritiba estar em situação pré-falimentar, e que o Coritiba precisa ser criativo e tomar medidas ousadas para sair desta situação, e apelando que é hora da torcida apoiar, pois o apoio da apaixonada torcida será fundamental.
Discurso bonito, até emotivo quando coloca o amor da torcida como peça fundamental nesta recuperação.
Porém, a realidade, deve ser tratada sem sentimento, no momento quando trata-se de valores, de dinheiro. Partindo da realidade e não do amor incondicional ao Coritiba irei discorrer sobre a realidade do mercado. As leis racionais de oferta e demanda, as verdadeiras leis que deveriam estar pautando as decisões que estão atingindo toda a nação Coritibana enraizada na capital paranaense, e espalhada pelo mundo.
O princípio da contenção da crise financeira que atinge o Coritiba é bem simples e qualquer dona de casa sabe: Gastar menos do que arrecadar. Administradores falariam em atingir um ponto de equilíbrio. E a fórmula é bem simples: Reduzir as despesas operacionais entre outras e; Aumentar as receitas objetivando em primeiro plano estancar o endividamento constante, e em segundo plano pagar as dívidas contraídas.
Vamos as ações feitas até agora:
Redução das despesas
Para reduzir as despesas operacionais do nosso clube de futebol, os relatos divulgados são de ações bem interessantes, como a dispensa de atletas com contratos vencidos em Dezembro de 2010 e dispensa de jogadores com altos salários. Parabéns aos atuais gestores.
Aumentar as receitas: NADA FOI FEITO!
Devem estar achando que sou doido, pois os valores de ingressos e mensalidades fora absurdamente aumentados!
Mas tratando-se de ações com base nas leis do mercado, minha afirmação é correta, vejam a explicação teórica:
As variáveis que geram o valor de um bem ou produto são de conhecimento comum: Qualidade, exclusividade, valor agregado, limitação de consumo, entre outros. Agora vamos aplicar estas regras a um clube de futebol de segunda divisão, estádio com capacidade para o mandante na ordem de 35.000 lugares, mas que por falta de condições legais não será utilizado em 2010, o produto deverá impreterivelmente ser consumido a mais de 100KM de distância. O atual número de sócios e o prejuízo de sábado falam por si sobre a eficácia dos aumentos.
As leis do mercado são tão perceptíveis e aplicáveis ao futebol que um grande clube da capital paranaense, que a alguns anos aproveitando-se da conquista de um título nacional, boas campanhas em competições internacionais, títulos estaduais e uma nova e moderna casa de espetáculos resolveu cobrar os ingresso mais caros do Brasil e ter um alto valor para o quadro associativo. As dimensões do estádio limitaram a adesão a apenas 17.000 apaixonados. BINGO! O sentimento de ficar de fora das grandes decisões fez do plano um sucesso!!! Porém em dado momento da história deste grande clube, houve reavaliação de valores para momentos de crise, onde a torcida se fazia necessária dentro do estádio.
Citei as leis do mercado e um exemplo da capital paranaense para abortar os valores praticados pela atual diretoria.
Partindo da capacidade de nosso estádio, segunda divisão, e punição imposta, dificilmente chegaríamos a um estágio onde os produtos Plano de sócios e ingresso fosse finito em 2010, de prazer em consumir (imagina assistir Coritiba e Icasa) salvo decisões. As condições de mercado para o Coritiba neste momento, direcionam para o barateamento e não encarecimento dos produtos ingresso e planos de sócios. As leis do mercado são Reais, a diretoria que apresente o número de sócios adimplentes para me contradizer!O público pagante de domingo mostra que as leis de mercado estão aí.
Portanto, além de não atingir o resultado esperado, de aumentar as receitas, esta política de preços atua como vetor contrário, reprimindo o consumo dos produtos ingressos e plano de sócios, e por conseqüente reduzirá as receitas com venda de produtos oficiais, consumos nos bares do estádio entre outras. O efeito é o mesmo esperado pelo governo quando aumenta juros, impostos e tributos, é reduzir o consumo. Será que a diretoria quer diminuir o número de sócios e de público? Então de onde vamos extrair recursos para manutenção de um elenco competitivo e pagar as dívidas?
Por isso faço um apelo para que a diretoria tome ações no sentido de aglutinar e não afastar torcedores do quadro associativo! Quando findar a punição temos um espaço para 35000 a ser preenchido!!!
Apresento minhas humildes sugestões!
1. Revogar imediatamente os aumentos dos planos de sócios e ingressos;
2. Reativar os planos de sócios para quem mora fora de Curitiba, é uma pequena fatia de mercado mas pode render algum dinheiro ao clube;
3. Após assumir o controle da gestão dos planos de sócios, reativar a possibilidade de dependentes;
4. Instituir planos de sócios específicos para estudantes e mulheres;
5. Incentivar sócios a captarem novos associados, concedendo um incentivo de 10% de desconto na próxima anuidade, para cada novo sócio, ou se preferir utilizar o valor como bônus para compra de produtos na loja oficial.
Um grande Abraço à Nação Alvi-verde!!!
Carlos Poniwass é Coxa-Branca de coração e cônsul do Coritiba no DF.
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