
FALA, COXAnauta!
No dia 30 de novembro, estava assistindo o jornal local da TV Bandeirantes (Band Cidade) que noticiava sobre o lançamento do livro “CAP, Uma Paixão Eterna”. Nada a declarar sobre o fato, até o momento em que um dos autores foi conceder entrevista; em vez de falar dos pontos positivos do seu clube, alegou que, na publicação, constam provas de subornos que teriam ocorrido nos anos setenta, época em que o Coxa predominou.
O Coritiba poderia, através de seu departamento jurídico, acionar o autor do livro, caso este não tenha consistência em seus relatos. Em outra oportunidade, falei sobre o tema, na coluna com o nome “Uma Mentira Conveniente, pra eles”, falando sobre várias citações que soam como verdades, mas, sem comprovação.
Naquela oportunidade, expus que o advogado Augusto Mafuz afirmava que o Coritiba ganhou muitos títulos estaduais graças aos árbitros, durante a década de 70! Que coisa Horrível! Pergunto, então: por que o CAP e os outros times paranaenses quase sempre terminavam os Campeonatos Brasileiros, daquela década, em classificações bem inferiores ao Coxa, mesmo com os árbitros sendo de fora do estado?
Será que os times montados pelo Coritiba não eram, na verdade, superiores? Queriam ganhar o que contra elencos recheados com Rinaldo, Paquito, Paulo Vecchio, Tião Abatia, Negreiros, Oberdan, Cláudio, Hermes, Nilo, Krieger, Zé Roberto, Pescuma, Leocádio, Hidalgo, Aladim, Dréier, Tadei, Eli, Pedro Rocha, Luiz Freire, Duílio, Dionísio, Orlando, Célio, Joel Mendes, Jairo, Mazaropi, Manga (ufaaa...) e outros?
Obviamente, é melhor usar a teoria da conspiração como desculpa para a incompetência. Não usarei de hipocrisia alegando que o Coritiba tinha “a inocência de um infantil” na hora de marcar seu território. Quem viveu nesta época, lembra da competência do saudoso “Chinês”, tanto para adquirir bons jogadores quanto para fazer política; porém, estes que choram como coitados, nunca serviram pra pousar como ovelhas.
Atualmente, o CAP tem abusado de sua força política, junto às esferas estaduais e federais, tentando conquistar espaço, mas, sem conseguir domínio absoluto nas quatro linhas. Nos últimos oito anos, ganhamos 04 estaduais e eles, apenas 02. Apesar do CAP fazer o estilo “dodói”, constatem como vencemos o estadual de 2004 e perdemos o de 2005; no primeiro, levantamos a taça, mesmo com o Árbitro Tadeu Silva Mafra (aquele que foi visto com o agasalho do CAP) sendo nitidamente tendencioso em suas decisões; o segundo foi decidido com o mando do CAP graças a um “gol” que devia ser “tiro de meta”, tirando a chance do tricampeonato do Coxa.
Para quem gosta de recordar, lembramos que nem tudo eram flores na década de 70: a conquista do Torneio do Povo, em 1973, foi alcançada diante de um arbitragem catastrófica e com dois jogadores a menos; no estadual de 1979 jogamos quase o tempo todo com dez jogadores e vencemos (2 a 0, no Colorado).
Então, podemos concluir, como dizia o grande Carneiro Neto: “O Coritiba tinha time”! Quando precisou, venceu até o árbitro. Para quem não tinha, restou reclamar da arbitragem. Quando tratamos de interferências extra-campo e na hipótese de haver a mínima veracidade, torna-se ridículo o sujo criticar o mal lavado.
Além de situações estranhas, como as de 2004 e 2005, podíamos citar muitas outras envolvendo o nome do CAP: quem não se lembra do caso Ivens Mendes, diretor de arbitragens da CBF e seu envolvimento com o Petráglia?
Quem não se lembra do “unha de cavalo”, Oscar Roberto Godói, no episódio do jogo Atlético-PR e Vasco (3 a 1), onde a mencionada expulsão do Edmundo, sugerida em uma gravação que o Brasil inteiro viu, aconteceu?
O Atlético-PR e o Corinthians, ambos envolvidos no escândalo, sofreram uma punição irrisória! Querem mais? (é duro provocar quem tem memória...). Vejam o depoimento de um ex-jogador do próprio Atlético, Mario Antônio Ferreira (Mario Matador), extraído da internet, que revela o comportamento de alguns dirigentes: “Lá no Atlético Paranaense eu fiquei poucos meses. Paulo Rink e Oseias estavam voando, jogando muito. Daí, fui emprestado no estadual (1997) para o Apucarana, onde acabamos ficando em quarto lugar. Mas, a questão toda foi no jogo entre Atlético-PR e Apucarana-PR, na última rodada. O Atlético disputava o título com o Paraná que precisava tropeçar para o Atlético ser campeão. Eu estava emprestado pelo Atlético ao Apucarana, mas não havia cláusula que impedisse de enfrentá-los. Mesmo assim, eles quiseram impedir. Na sexta-feira, acabaram liberando. Mas, no domingo, no vestiário, veio uma ‘ordem’ para eu não jogar. Não gostei. Uns diretores me falaram para eu fazer como eu quizesse, que a responsabilidade era minha. Pensei: ‘O Apucarana esta pagando o meu salário, estamos brigando pelo título do interior, vou jogar’. Oseias fez um a zero para o Atlético. O Paraná seguia empatando. Veio um cruzamento e o Ricardo Pinto (goleiro do Atlético-PR) não segurou, e eu fiz o gol do empate. O gol deu o título para o Paraná. Depois do jogo, o Petraglia (então presidente do Atlético-PR), passou por mim, bateu no meu ombro e me disse: ‘não precisa nem passar na baixada mais. Pode voltar direto para Vitória”.
Ninguém pode impedir um atleta de jogar, a não ser por contrato. O que houve foi uma tentativa de coação do atleta do Apucarana. Para não alongar, um clube que teve como dirigente um tal de Onaireves Nilo Rolim de Moura, não pode agir como moralista. Querem mais? Não, é melhor parar por aqui...
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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