
FALA, COXAnauta!
Primeiramente, gostaria de pedir aos apreciadores do site que emitam suas opiniões a respeito das colunas do "Fala, COXAnauta", até para termos parâmetros sobre aquilo que escrevemos. Neste espaço observamos opiniões interessantes de pessoas que, como eu, não são colunistas; porém, conhecem e vivem o Clube.
De cara, já vou opinando que o árbitro Heber Roberto Lopes não tem nada a ver com o empate diante do Jotinha, pois ele não chutou, não cabeceou, não tabelou ou perdeu gols grosseiros. Não existe a tal "arbitragem polêmica". Detesto o que chamamos de "tapar o sol com uma peneira", quando falta futebol.
Como se viu, o Campeonato Paranaense, em sua primeira fase, foi utilizado como uma espécie de laboratório pelo time do Coritiba. Mesmo fazendo experiências e perdendo o foco, talvez por desmotivação ou desconcentração, conseguiu uma segunda colocação na primeira fase com certa facilidade. Porém, a partir de agora, vão começar os clássicos regionais e os jogos mais importantes, seja no estadual, Copa do Brasil e Série A.
Considero o nosso próximo confronto pela Copa do Brasil um clássico do futebol brasileiro. Para quem acha isso um exagero, podemos dizer que Coritiba e Bahia já fizeram um número expressivo de jogos e possuem boas histórias para contar. Na atualidade, por infelicidade do tricolor baiano que padece em divisões inferiores, não há oportunidade de um cruzamento entre os dois grandes campeões dos seus respectivos estados.
Os torcedores mais jovens pouco presenciaram jogos entre estes dois times, nos diversos campeonatos disputados. Um deles foi o jogo final do Torneio do Povo, em 1973, quando o Coxa arrancou um empate heróico em dois gols, com dois jogadores a menos e uma arbitragem tendenciosa, dentro da Fonte Nova.
No ano de 1985, fomos campeões brasileiros, mas amargamos derrotas aqui e lá, pelo placar de 2 a 1. Em 1988, o Bahia se sagraria Campeão Brasileiro em cima do Inter de Porto Alegre, onde se destacavam Bobô e Osmar; mas, quando jogaram contra o Coxa de Chicão, Carlos Aberto Dias, Tostão levaram um baile, o que não se refletiu no placar de apenas 2 a 0. Eram times qualificados. Foram muitos os jogos nos diversos campeonatos e a vantagem, na soma geral, é bem favorável ao Coxa. Mas, não se menospreza um time que já foi Campeão da Taça Brasil, em cima do Santos de Pelé, mesmo na atual situação técnica. Apesar do momento infeliz que vive o clube baiano, em grande parte devido à má administração e carência de bons elencos, sabemos do potencial desta agremiação, por tudo que representa no Nordeste e em termos de futebol brasileiro.
Entre as torcidas do Nordeste o Bahia tem, de longe, a maior. Diferente do que alguns imaginam, o Coritiba tem um prestigio muito grande no Nordeste graças às boas campanhas e jogos que por lá realizou, sendo por muito tempo chamado de "Rei do Norte" pela nossa imprensa; temos até um similar em Itabaiana, no Sergipe.
Quando disputamos a fase eliminatória da Copa dos Campeôes no início desta década, contra o Corinthians de Marcelinho "babacarioca", com duas belas vitórias, tivemos certeza da nossa força. Agora, voltamos para aquelas terras “quentes” para disputar outro torneio. Pela Copa do Brasil, já tivemos seis partidas contra o "Supermam", sendo três em Salvador e outras três em Curitiba. Despachamos o Bahia em 1996, com um empate em Salvador (0 a 0) e uma vitória, com grande exibição e público, no Couto Pereira (3 a 1).
Em 1997, novamente, um empate na "Boa Terra", com a presença de Alex (2 a 2) e um gol de Brandão para garantir a vaga em casa. Mas, em 1999, tomamos de três na Bahia e não passamos de um empate em um tento em casa e como conseqüência, a eliminação. Como o nível dos adversários vai subindo é prudente, a partir desta fase do torneio, que o time esteja definido e entrosado.
Não temos tempo para novos testes ou improvisações no time. Pela maneira que o Bahia eliminou o seu adversário, parece que devemos tomar algumas precauções. Chega de vexames como os que presenciamos contra o Vila Nova, Ituano, Treze de Campina Grande, São Caetano. Se a comissão técnica levar a sério e encerrar o período de "experiências", definindo um padrão de jogo e time base, melhoramos nossas chances no confronto. Hoje, por exemplo, não podemos imaginar o time sem Renatinho, como já foi dito numa opinião anterior, antes mesmo deste ser testado em jogo pelo Ivo.
Pedimos à Diretoria que tome os devidos cuidados, inclusive nos bastidores, fazendo tudo o que for necessário para que não tenhamos surpresas desagradáveis, começando pela arbitragem deste jogo. Como o primeiro jogo é fora, torna-se muito importante não perder e de preferência marcar gols, já que o gol fora tem maior peso no desempate. Um time do valor do Coritiba deve jogar para ganhar este torneio.
É só acreditar.
Daqui pra frente o "bicho vai pegar". O que pedimos ao time é Raça, Raça e Raça.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)