
FALA, COXAnauta!
Cientes de que futebol é um esporte coletivo e não individual como é essa avaliação, a intenção é levar mais informação aos milhares de ‘técnicos’ alviverdes que sentam nas arquibancadas e em frente à TV para que possam confirmar, ou reavaliar, as suas opiniões sobre os atletas, as escalações e o desempenho da equipe que vimos jogando ao longo desse campeonato.
Um pouco acima da metade da tabela está o desempenho de Dorival Júnior, que como foi o único técnico no período, retrata o desempenho do Coritiba nessa competição. Separando assim, os atletas com rendimentos acima ou abaixo do rendimento da equipe na tabela.
Para fins estatísticos consideram-se as partidas cujo nome do jogador consta na súmula tendo entrado em campo, independente do tempo que permaneceu jogando. Essas substituições, bem como algumas outras pertinências do mundo da bola também devem ser levadas em consideração, como a fase que atravessava o grupo, a posição em que o jogador foi escalado, os companheiros que teve jogando, o esquema tático adotado pelo Alviverde e pelo seu adversário, a motivação dos atletas e os adversários que foram enfrentados certamente ajudaram a determinar esses números. Quanto maior o número de partidas menor a interferência dessas variáveis, porém segundo especialistas, o total de rodadas do campeonato ainda não seria suficiente para determinar resultados matemáticos que fizessem os números prevalecerem à opinião e consideração pessoal.
Apesar desse subjetivismo inerente às conclusões que cada leitor Coxanauta e ‘técnico de arquibancada’ Alviverde podem tirar desse ranking, aqui estão apresentados números que retratam fatos, inclusive detalhes e ‘ses’ que temos na memória e decidiram partidas, e esses não podem ser totalmente menosprezados.
Aqui estão ranqueados os atletas que, proporcionalmente às suas atuações, mais vitórias conquistaram.
No topo da tabela, por exemplo, está o zagueiro Lucas, que apesar de sua liderança no ranking disputou apenas uma partida na competição, foi expulso e não jogou nem 90 minutos dessa partida.
Em números brutos os que mais atuaram pelo alviverde nesse Brasileiro foram Ricardinho com 37 atuações (ficou de fora de apenas uma partida), Maurício com 34, Paraíba 33, Marlos 31 e Keirrison e Mancha com 30 atuações. Desses, apenas Keirrison se coloca com rendimento superior ao da equipe.
A lista de jogadores que mais venceram assemelha-se à lista dos que mais atuaram, o que é lógico, exceção à ausência de Marlos e à presença de Alê entre os 6 primeiros colocados. Os que mais venceram foram Ricardinho com 13 vitórias, Maurício, Paraíba e Keirrison com 12 e Mancha e Alê com 11 vitórias. Marlos seria o 7º colocado com 9.
A posição intermediária que a equipe terminou a competição retrata o mesmo equilíbrio quanto aos jogadores que mais perderam: Ricardinho teve 13 derrotas, Paraíba 12 e Maurício, Marlos, Mancha e Keirrison 11.
Algumas outras observações podem ser feitas em relação a atletas que só jogaram em 1 dos 2 turnos, haja vista que no 1º turno o time obteve um desempenho muito superior que no 2º. Rodrigo Heffner, Nenê e Edson Bastos ocupam respectivamente 3º, 4º e 6º lugares no ranking tendo um número mediano de atuações, 14, 13 e 13, sendo todas no primeiro turno. Já Vanderlei teve a grande maioria das suas 24 atuações mais concentradas no 2º turno, e apesar das grandes atuações que teve está com o 27º melhor aproveitamento individual.
Por fim um aproveitamento que desperta a atenção é o de Ariel, que além de ter atuado várias ‘meias partidas’ e todas no 2º turno, está com o 9º melhor aproveitamento, bem acima do aproveitamento da equipe.
Gustavo Goose é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)