
FALA, COXAnauta!
Cordão Umbilical
Dois jogos seguidos fora de casa se aproximam e é preciso mudar, urgentemente, a forma como temos nos comportado em partidas como estas. Apenas para relembrar, as duas maiores conquistas da história Coxa aconteceram longe dos seus domínios: Campeão Brasileiro de 1985, no Rio de Janeiro, e Campeão do Torneio do Povo de 1973, em Salvador. Nos dois casos fomos campeões porque, além de possuirmos grandes equipes, jogamos como time grande, impondo nossa força, nossa camisa e nossa tradição. Time grande como o Coritiba ganha em casa e fora dela, com torcida a favor e com torcida contra, em estádio inteiro e em meio estádio, e supera qualquer obstáculo, jogando com a raça da Alma Guerreira. Que geração de jogadores é esta que não consegue romper o cordão umbilical da dependência da atuação de sua maravilhosa torcida, e que perde para times pequenos longe de seu estádio?
Nesta Série B o único grande é o Coritiba, que já levantou o troféu maior do futebol brasileiro, ganhou dezenas de estaduais, representou brilhantemente o país em diversas partidas internacionais, não só aqui mas também na Europa e na África. Independentemente de onde se jogue, os demais times deveriam se contentar com o empate (exatamente como fazem quando vêm ao Couto) e entender que deveriam disputar da segunda colocação para baixo. O primeiro lugar é nosso, pela grandeza, pela tradição e pela torcida.
A comissão técnica e os jogadores precisam se convencer de que, “se jogarmos como grande que somos, para cima dos adversários, tentando vencer a qualquer custo, o pior que poderá acontecer será a derrota”; ao contrário, “se jogarmos acovardados, retrancados, como temos feito fora de casa, tentando não perder, perderemos!”. Tenho certeza de que toda a torcida prefere perder tentando ganhar a perder tentando não perder. Ou melhor, a torcida prefere ganhar tentando ganhar, e é exatamente isto que acontecerá muitas vezes, se jogarmos com a atitude da Alma Guerreira.
René Simões comandou o Coritiba 11 vezes, conquistou todos os pontos em casa, mas nenhuma vitória longe de sua gente. A julgar pelos comentários no site COXAnautas, a torcida está dividida quanto ao seu desempenho no comando do Verdão. Quando o time ganha (em casa), aparecem os comentários dos que aprovam. Quando joga fora (e não ganha), os que desaprovam se enchem de razão. Então, para acabar logo com esta controvérsia, o que é preciso fazer? Manter a média em casa e ganhar jogos fora, a começar pelos próximos dois. É preciso ganhar este jogos! Lembrem-se de que o grande é o Coritiba. Joguem para ganhar com a Alma Guerreira que temos visto no Couto, pois, assim, no fim deste ano a torcida Coxa receberá, merecidamente, dois presentes. O primeiro será o título da Série B e, o segundo, bem, eu diria que, pelo andar da carruagem, o segundo está sendo muito bem encaminhado.
Rubens R. Ortega Jr. é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)