
FALA, COXAnauta!
Pessoal, desculpe o desabafo, mas às vezes é triste torcer pelo Coritiba.
Os jogadores só passam a perna em nós e as diretorias, sobretudo a gestão passada, são incompetentes. Quantos jogadores perdemos nos últimos 5 anos? Qual o retorno econômico que deram ao clube? Carlinhos Paraíba, Keirrison, Marlos, Henrique (saiu por uma migalha e foi revendido a peso de ouro em apenas 3 meses), Ariel, Rodrigo Mancha, Arilton (lateral do júnior que não quis renovar e foi contratado pelo Inter), Leandro (zagueiro da seleção brasileira de juniores que não renovou e foi para Portugal), entre outros.
Veja o caso do Ariel. Maior contratação da história do clube. Saiu da segunda divisão do futebol argentino. Chegou aqui e não sabia nem dominar a bola direito. Fez vários treinamentos específicos no clube para melhorar os fundamentos. Machucou-se algumas vezes. Assinou por cinco anos. Em razão da emissão do primeiro visto de trabalho, registrou um contrato de dois anos. Agora, na hora de efetivar o vínculo, negou a renovação, fez uma proposta absurda ao clube, que até o juiz na audiência perguntou se ele queria realmente ficar. Dizem que a Traffic adquiriu os direitos econômicos dele.
O pior é que o Ariel sabe que assinou por cinco anos, mas que em razão do primeiro visto ser permitido por apenas dois anos pelo Ministério do Trabalho, assinou outro contrato para registrar na CBF. A tese do Mafuz, advogado dele, que o segundo contrato se sobrepôs ao primeiro, pode ser legal, mas é hipócrita e imoral. Como existem pessoas hipócritas. Como este Mafuz é um hipócrita. Há contratos, mas há também a boa fé entre os cidadãos de bem.
Para eles, futebol é dinheiro, mulherada, status, carro importado, passar a perna no clube quando der (Ariel). Mas para mim, no futebol ainda há um pouco de paixão e romantismo. É gostoso ir ao estádio com os amigos, ver os programas de domingo à noite, ouvir os debates nas rádios, brincar com os vizinhos etc.
É provável que no futuro uma empresa como a Traffic não tenha mais clube para colocar os jogadores, pois a tendência é o sucateamento das instituições. Os empresários, sem nenhum interesse esportivo, estão acabando com o futebol.
E a sensação que tenho é que o meu time é mero trampolim para o jogadores e que os empresários (com certa condescendência e incompetência do jurídico do clube) se aproveitam dos únicos jogadores que temos de qualidade.
Como torcedor, sinto-me um palhaço!!!
Deividi Lima Cresto é Coxa-Branca de coração e sócio do Coritiba.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)