
FALA, COXAnauta!
'Coritiba: Amor Eterno!'
Ah, como tenho orgulho de dizer que torço pelo Coritiba Foot Ball Club! Todos que já tiveram a oportunidade de passar alguns minutos comigo sabem disso.E não é exagero falar assim, pois uma das primeiras coisas que falo quando conheço alguém é que sou Coxa-Branca, e Coxa-Branca de coração mesmo. Sempre que me apresento em algum lugar enfatizo a minha condição de torcedora do Glorioso Alviverde! E faço isso com amor, com orgulho, com vontade!
Desde muito pequena freqüento o estádio Major Antônio Couto Pereira. A sensação que tenho quando entro na nossa casa é inexplicável... Simplesmente sinto meu coração bater mais forte e até mesmo me sinto mais forte, pois estou ao lado de uma nação que veste as mesmas cores e que tem o mesmo sangue verde que eu. O sorriso no rosto é inevitável!
Eu agradeço demais meu bisavô por ter escolhido o Coritiba como time do coração, agradeço meu avô por ter passado esse amor ao meu pai e agradeço ao meu pai por ter gerado mais três torcedores roxos do nosso Cori (e também por ter feito nascer em minha mãe um verdadeiro amor pelo time mais vitorioso de nosso Estado!).
Como torcedores do coxa, todos nós já vivemos momentos bem distintos. A primeira lembrança forte que me vem à cabeça (tenho 20 anos) é a subida para a 1ª divisão do campeonato brasileiro, em 1995. Lembro-me da alegria da minha família no dia da subida e me lembro de pessoas dizendo que nunca mais passaríamos por aquilo (o que infelizmente não foi verdade!).
Depois dessa forte lembrança, recordo-me do campeonato Paranaense de 1999. Na época, eu e minha família vivíamos no interior do Paraná, mas na ocasião da final do campeonato contra o P. Clube estávamos aqui na cidade. Como eu e meus irmãos ainda éramos pequenos (eu tinha apenas 11 anos), não fomos ao estádio Pinheirão, mas comemoramos com igual intensidade mais essa grande vitória. Participamos de todas as comemorações! Fomos ao Homem Nu, tiramos fotos com a taça de campeão, participamos de carreatas, pegamos autógrafos com os jogadores... Enfim, fizemos a festa!
Acredito que esse ano de 99 foi um marco na minha história como torcedora do Coritiba. Foi a partir daí que comecei a querer saber mais sobre o dia-a-dia do clube e a entrar na onda da frase ”essa briga agora é nossa”. E é briga mesmo! Que não venham “torcedores” (sim, entre aspas, pois muitos nem sabem quando é o próximo jogo do time deles) dos outros times de nossa cidade contestar nossos títulos, nossas vitórias, nossa grandiosidade, pois eu viro o bicho!
Voltar a morar em Curitiba em 2003 foi mais um fato importante para mim como coxa-branca! Voltei a freqüentar todos os jogos, mesmo morando em uma casa de torcedores do timinho lá de baixo. Meu tio, Sérgio Domicius Schiebel, Coxa-Branca roxo que merece ser citado, passava me buscar e íamos juntos (eu, ele e meu primo) vibrar com aquele time inesquecível. O que eram as cobranças de falta, os escanteios, os passes de Tcheco? Da onde surgiam os gols de Marcel que tinha momentos de inspiração e que nos enchia de alegria? O que era a nossa torcida, que lotava o estádio e nos levou à Libertadores da América? Um ano que com certeza jamais será esquecido por nós, Coxas roxos!
Da história de 2003 em diante acho que nem preciso falar, pois todos nós vimos o 2004 de altos e baixos, o 2005 que deveria ser esquecido, o 2006 com o final triste e o 2007 de superação, raça e muita alegria!
Além de contar um pouco do meu amor pelo glorioso Coritiba, vim aqui para convocar as mulheres Coxas a comparecerem aos jogos do nosso Verdão. Passou-se o tempo em que mulher em estádio era mal vista. Hoje, as mulheres que freqüentam os estádios são vistas como torcedoras do seu clube do coração e ponto final. As mulheres torcedoras fazem a diferença dentro dos campos de futebol. E nós, mulheres torcedoras do glorioso alviverde, precisamos fazer a nossa parte. Precisamos estar lá junto com os homens torcedores, as crianças torcedoras, os idosos torcedores. Precisamos mostrar que a torcida do Coritiba é a torcida que agrega todos, é a torcida que faz a diferença nos jogos do Verdão. Que 2008 seja um ano repleto de mulheres no Couto Pereira. E que essas mulheres ajudem os demais torcedores a fazer a diferença. A minha parte eu sei que já estou fazendo!
Saudações Alviverdes,
Natasha Schiebel é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)