
FALA, COXAnauta!
Pra começar o assunto, a conversa da "legião do apocalipse" de que nada presta, de que tudo é ruim ou não funciona chega a ser uma doença contagiosa. Vão se tratar “cambada” ou procurar outro esporte como xadrez, dama ou dado, ou tocar algum instrumento complicado para se distrair, tipo apito ou sino, pra quem gosta de percursão... No futebol, sempre vamos ganhar, perder e empatar e os problemas diversos vão continuar existindo.
Um dos estressados conseguiu se irritar até com um texto inocente que escrevi, recentemente, de nome “Quer Ajuda pra Empurrar, Renê”, quando comparei o time com um “fordeco” velho. O crítico achou sem graça e fez analogia até com os “pangarés” do G.G. sem entender e nem perceber a leveza como o assunto era tratado. Se não conseguir ver algum humor naquele texto, então, procure um psicólogo. Finalizo, dizendo que não precisamos de um bando de desanimados e chorões. É possível ter seriedade com bom humor e a vida é muito curta para esquentar a cabeça com futebol, apenas futebol...
O confronto da próxima rodada será muito importante para a nossa afirmação durante este returno e também mostrará o divisor de águas, no que se refere ao futebol dentro de campo. Fora do campo, na esfera administrativa, precisamos evoluir e espero que os erros da administração do Sr. Jair Cirino sejam computados, pelo menos, como experiências para que não sejam repetidos no futuro. Nas quatro linhas a equipe se encorpou, adquiriu personalidade e está mais solta, demonstrando que o futebol é algo mais simples do que se imagina.
A fórmula “mágica” da comissão técnica foi à colocação dos jogadores em suas posições, a integração de alguns valores, como Renatinho, que nunca deveria ter sido preterido (já disse isto no começo do ano) e o afastamento de outros. Pequenas medidas que tiveram nítida influência na dinâmica de jogo e no comportamento dos atletas. Se o importante é a regularidade num campeonato longo, isto já recuperamos.
Ney Franco sempre mostrou um bom conhecimento tático e postura de treinador, com uma linguagem mais adequada para o boleiro. Resta agora “remar” para alcançar o grupo que está a nossa frente, como o A. Paranaense, Santos, Flamengo, Vitória e dependendo das circunstâncias, terminar o campeonato bem longe de qualquer ameaça. Mas, para garantirmos um salto de qualidade mais imediato, precisamos de uma vitória sobre o “falaciado” Corinthians, um bom time e também “protegido”, não só por São Jorge. Em outras épocas foi, dentro de Curitiba, um freguês de luxo.
Mesmo em São Paulo, tivemos resultados expressivos. Na Copa dos Campeões, disputada no Nordeste em 2001, o Coxa obteve duas belas vitórias, com atuações destacadas de Evair e Enilton. Em 2003, pelo brasileiro, vencemos aqui e no Morumbi, o que nos ajudou a chegar até a Libertadores. Apesar de todo o nome e da mídia favorável ao time paulista, o confronto é equilibrado ao longo do tempo. Esperamos que a arbitragem não tenha interferência no jogo como já aconteceu, infelizmente, em algumas oportunidades.
Nas arquibancadas do Couto Pereira faremos nossa parte e a partir daí a sinergia será inevitável. Se tomarmos os devidos cuidados defensivos com Dentinho e Ronaldo que podem desequilibrar, mostraremos para todo o Brasil que as últimas boas apresentações não são apenas obras do acaso.
Esperamos que a RPC transmita esta partida para o interior do estado e que mostrem um grande espetáculo nas arquibancadas. Isto só para lembrar para todos aqueles encantados com “produtos exportados” que podemos fazer tão bem ou, como vai acontecer, muito melhor do que os de fora.
Não condeno as pessoas do interior por gostar dos times de fora do estado, por todo o histórico de colonização, mídia e tudo mais e jamais deveríamos agredi-los, como algumas pessoas comentam no site. Chamando o pessoal do interior de caipira ou algo pior estaremos fazendo um “antimarketing” e dando tiros pela culatra. As vezes, esses tais “caipiras” produzem o feijão que os mal educados comem...
Prefiro dizer aos que residem fora de Curitiba que sou Coxa desde 1979 e visto minha camisa tanto dentro como fora do estado. Vamos construir nossa identidade com nossos valores e não com uma cultura alheia, com exportações.
Sinto dizer aos admiradores do Timão que aqui, o buraco é bem mais baixo e não se surpreenda se acontecer como com outros grandes como São Paulo, Grêmio, Palmeiras e Flamengo, que sairam com o rabo entre as pernas.
A festa que faremos aqui terá as cores da alegria e não acharão nada igual por ai a não ser imitações.
Sinal verde para a vitória.
Abraços aos COXAnautas.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)