
FALA, COXAnauta!
Dia destes, estava no Jardim Botânico, por motivos profissionais e enquanto andava próximo da sede administrativa, comecei a sentir o “chão tremer”!!!
Seria um abalo sísmico???
Eram as passadas de um corredor que se aproximava.
Passou por mim, então, um cidadão que me pareceu conhecido, praticando seu “cooper” com dedicação. Este vestia o uniforme número dois do Coxa, com bermuda preta e meias brancas. O tremor de que falei era apenas o peso da camisa do Verdão.
Antes falar sobre o cidadão, lembramos que a camisa com linhas no sentido vertical é, para mim, a marca mais emblemática de todos os tempos. É “totalmente mais bonita” que as tais camisas comemorativas que nos descaracterizam e, infelizmente, é pouco usada, não se sabe o porque. Se a camisa número um identifica o Coxa no mundo, a número dois o torna elegante e carrega uma mística. Os mais antigos chamam esta camisa de “jogadeira”.
A impressão que tínhamos é que o próprio time crescia quando usava este uniforme, como aconteceu em 1985. Dizem que até os atleticanos gostam de nosso uniforme numero dois, pasmem os senhores!!! Enfim, após o cidadão ter passado umas três vezes pela pista de caminhada e o chão já estar todo “rachado”, resolvi abordá-lo.
Tratava-se do Sr. Cláudio Réus, um de nossos grandes representantes no Coxanautas e também por aí a fora.
Conversamos por apenas uns 2 minutos, pois ele ainda pretendia fazer uns alongamentos, nos aparelhos instalados no Jardim Botânico.
Num dia chuvoso, com final de tarde frio, onde poucos se atreviam a sair de casa, quanto mais para praticar um esporte, lá estava ele.
Correndo para melhorar a saúde, alongado-se para não ficar “travado” e vestindo nosso belo uniforme, tão mal representado dentro das quatro linhas neste momento, para manter viva a chama dos Coxas.
Nas suas poucas palavras, elogiou a “garotada” que trabalha para manter o “Coxanautas”, falou do momento ruim do time e concordou plenamente em não emprestar o Couto Pereira para os ruborizados, devido à arrogância destes que, por muitas vezes, precisaram do estádio e agora o ridicularizam, como disse a Célia.
Mas, como o próprio Réus tem feito, precisamos “correr” muito para manter a “saúde” do nosso Coritiba Foot Ball Club e tentar contribuir da melhor maneira possível para ver se o tiramos desta lama, onde encontra-se encalhado, momentaneamente.
Esperamos que os novos “velhos” conhecidos, como o Arruda e o Vialle, consigam recolocar o time nos trilhos.
Felicidades e Saúde, ao nosso Cláudio Réus, especialmente nestes tempos de Gripe H1N1!
Vitórias e Conquistas, ao nosso esmeraldino!
Que venham os adversários. As coisas vão começar a mudar...
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)