
FALA, COXAnauta!
Parei de divagar em redes sociais sobre esta ou aquela situação envolvendo o Coxa. Passado um tempo e assentada a poeira, decidi relatar apenas os motivos que me levaram a tal.
Pois bem: o futebol está num nível tão competitivo hoje em dia que qualquer detalhe pode decidir uma partida. Desafio qualquer um a rebater o que está abaixo descrito, seja comentarista, torcedor, jogador, enfim... No primeiro jogo da final da Copa do Brasil o Palmeiras teve um penalti inexistente assinalado. Mais que isso, a falta que originou o lance do penalti também inexistiu. No segundo gol do Palmeiras, quando da cobrança da falta, o rapaz que fez o gol estava impedido. Ninguém, em qualquer veículo de imprensa sequer cogitou da hipótese. Foi necessário visualizar a imagem captada por um torcedor do próprio Palmeiras na rede social pra constatar a situação irregular. Frise-se: Impedimento em bola parada! O de mais fácil constatação! Um pouco adiante, houve um penalti claríssimo sobre Tcheco. Não foi assinalado! Na primeira falta de jogo que supostamente cometeu o zagueiro Emerson (único jogador que participou de todas as partidas até então e de qualidade indiscutível), foi advertido com cartão amarelo, ficando suspenso do segundo jogo da final. Outros lances, teoricamente de menor relevância, como um lance em que o jogador do Palmeiras quase arranca o calção de Everton Costa quando do contra-ataque, e um "Ipon" na lateral, se não me falhe a memória, em Lucas Mendes, também foram ignorados.
Pelo acima exposto, no segundo jogo, o Coxa teria que furar uma retranca, único mecanismo que o Palmeiras desenvolve com alguma qualidade. Para furar uma retranca bem montada, um dos artifícios mais utilizados é a figura do pivô, no caso Everton Costa. Bastava este ser acionado e o árbitro assinalava falta de ataque, o que dá uma falsa impressão de que o time está sem recursos, causando nervosismo e deixando a massa impaciente. Isso inclusive já havia ocorrido na final de 2011 contra o Vasco (naquela ocasião o pivô era Bill - quem estiver lendo e tiver interesse veja os lances das faltas de ataque assinaladas e, posteriormente, o lance de penalti não assinalado sobre Leonardo). Ainda assim, o Coritiba, num lance em que ocorreram pelo menos duas faltas no mesmo lance, abriu o placar em cobrança de falta. A torcida inflamou, mas logo em seguida, quando o jogador do Palmeiras foi desarmado na bola e o Coritiba puxava o contra-ataque, foi assinalada falta na entrada da área. Se o audio não foi abafado, pode-se observar que a falta foi cobrada aos gritos de "VERGONHA". Assim, o Palmeiras, essa máquina que lembrou os tempos da Parmalat, sagrou-se Campeão da Copa Kia do Brasil 2012, conquista digna de livro.
Em aproximadamente 7 lances CAPITAIS foi dada a interpretação acima. Mutatis mutandis, nem o Barcelona levaria essa pra casa.
E foi assim que após 30 anos freqüentando estádios de futebol, parei de me iludir. Desde criança quis ser jogador de futebol. Hoje agradeço por não tê-lo sido! Não deixei e nem deixarei de pagar o meu plano de sócio e do meu filho, sob pena de penalizar ainda mais o penalizado. Entretanto, hoje a premissa básica de ir ao estádio é pra rever os amigos. O espetáculo se tornou definitivamente secundário. Enquanto isso, ao invés dos se buscar soluções tecnológicas para minimizar situações como esta, a exemplo do que acontece em outros esportes, arrumaram mais dois árbitros pra colocar atrás dos gols.
Era o que me cabia relatar!
José Ricardo Fiedler Filho é Coxa-Branca de coração.
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