
FALA, COXAnauta!
O Coritiba abriu, diante do São Paulo, o encadeamento de jogos decisivos dentro de casa. O discurso empregado no meio da semana sobre a mudança de postura da equipe surtia efeito, em partes. Até que, aos 38 minutos do segundo tempo, Osvaldo, aproveitando boa jogada de Lucas, pôs fim a tentativa de reabilitação do Alviverde e complicou ainda mais a situação da equipe no Brasileiro.
Diferente do ano passado, o Coritiba não está conseguindo aproveitar uma arma, até então, poderosa: o Couto Pereira. Anteriormente, jogar no reduto Coxa-Branca significava dificuldade para os adversários que, retraídos, tentavam aspirar algo em meio a pressão que os sufocava. Tentavam retirar de dentro de seus pulmões esmagados, alento para que se mantivessem sóbrios. Pareciam implorar pelo ar que parecia escasso.
Já neste ano, parece que tão-somente a mística do Couto Pereira não consegue se sobrepor as fracas atuações. Os adversário, antes pungidos pela violência gratuita que sofriam no Alto da Glória, não sofrem mais a coação que sofriam. A influência determinante da torcida continua intacta, mas os gladiadores alviverdes, ou melhor, os meros combatentes, parecem não absorver o sentimento e a força de seus adoradores.
Os números também corroboram com as fracas apresentações protagonizadas pelo também fraco time do Coritiba. Até agora, no Campeonato Brasileiro, em 13 batalhas disputadas no Couto Pereira, o time comandado por Marquinhos Santos conquistou seis vitórias, dois empates e sofreu cinco derrotas. Dados pífios se comparados aos de 2011, quando o Alviverde sofreu somente duas derrotas em seus domínios em toda a temporada.
Para ampliar os negativos números de 2012 ou para relembrar os momentos de solidez de 2011, o Coritiba recebe a Ponte Preta, nesta quinta-feira. Aguardemos para saber se o time verde e branco receberá a Macaca com um cartaz de boas-vindas no vestiário com a seguinte frase: sinta-se à vontade e tripudie no Couto Pereira, visitante.
Victor Hugo Turezo é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)