
Fala COXAnauta!
Por Mauricio Dobjanski
A fase ruim do time do Coritiba Foot Ball Club parece algo difícil de mudar, por uma série de motivos que já foram discutidos. Qualquer conquista hoje, dentro das quatro linhas, serve no mínimo para aliviar o sufoco. E isto aconteceu na última quarta-feira, contra o Vitória da Bahia.
E nestas horas, vitória por meio a zero se torna goleada e especialmente quando há uma certa superioridade em campo.
Mas, o que me provoca uma certa revolta é a manipulação do ouvinte, utilizando fatos secundários das partidas para tentar viabilizar certas inverdades. Os jornalistas esportivos podem induzir a pensar que para um determinado time houve facilitação e que para outro, não. Na reportagem exibida pela TV Bandeirantes local, no dia posterior aos jogos da rodada, ouvimos uma versão para a derrota do Atlético Paranaense e outra para a vitória do Coritiba.
No caso do Coxa, o reporter que produziu a matéria disse que o juiz "deu uma mãozinha" ao marcar o pênalti em nosso favor, pois o Keirrison "se jogou" ao cair na área. Na derrota do CAP, mostram um lance isolado no ataque do time ruborizado, onde o atacante cabeceia uma bola "a queima roupa" e esta parece bater no braço do zagueiro do Santos, onde outra repórter supõe um "pênalti não assinalado". Ridículo!!! Primeiramente, quem é que pode afirmar que o K9 se jogou e que o zagueiro do Santos levou a mão na bola (nem houve tempo para o zagueiro reagir, pois foi a "queima roupa"). Então, vemos novamente "alguém" tentado diminuir o que o Coritiba conquistou e, ao mesmo tempo, minimizar uma derrota de nosso rival (que era pra ser até maior). O que peço aos senhores leitores é que prestem muita atenção nas "entrelinhas" da imprensa esportiva, pois associações com palavras são visíveis.
Quer associar o Coxa com derrota? Então escreva: "Coritiba é DERROTADO"... Quer associar o Atlético com vitória? Então escreva: "Atlético não VENCEU"... Talvez, os dois pederam. O uso das palavras, de termos em meio de frases, títulos como os que vimos acima são mais comuns do que parecem e podem estar tentando fazer algumas associações.
Uma vez, na RPC, o Luiz Augusto Xavier comentou durante um jogo do Coritiba sobre a "suposta demora" para terminar a obra do Setor Pró-Tork e para fazer a referência, disse algo como "quando terminar isso aí"... O que ele chamou de "isso aí" tinha nome, sobrenome e data de início e término, diferente de uma certa obra que começou a quase vinte anos e foi "concluída" com suporte de verba pública.
Outra vez, foi a TV UFPR que no início do ano chamou de "revolucionário" o Sr. Jofre Cabral, dirigente atleticano que no fim da década de 60 não ergueu um estádio, não ganhou títulos e foi socorrido pelo maior rival pra não descer de divisão no estadual (Vide texto "Até a UFPR Distorce..."). Estas e outras "fantasias" estão por aí, pra induzir os "indecisos"...
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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