
FALA, COXAnauta!
Como observamos, se divulgou mais uma pesquisa qualquer, sobre as dimensões de torcidas, fazendo referência ao Sul do Brasil. Ultimamente, a cada dois ou três meses, “algum” meio de comunicação publica uma “pesquisa” com o pretexto de informar como se encontra a preferência entre os torcedores. E pra variar, parece que somos chamados de otários, por motivos óbvios; de repente, os números apontam que somos a metade do que éramos, dois meses antes...
Daqui a pouco, como num passe de mágica, crescemos novamente. Agora, por exemplo, concluiu-se que temos tantos torcedores quanto o Avaí de Florianópolis; ou então, que a torcida do Avaí é equivalente a nossa. O Coritiba, com 30 mil sócios ou mais, com uma média de público no mínimo 2 ou 3 vezes maior que o Avaí, localizado numa cidade quatro vezes maior (sem contar a região metropolitana), tem torcida semelhante ao Avaí??? Nem os torcedores do time catarinense apostariam nisto. O mais impressionante é que, a partir da divulgação de uma pesquisa destas, aparecem ilusionistas da imprensa local que comprometem até sua credibilidade ao tirar conclusões baseadas nestes números, tentando “puxar a sardinha” para o seu time de coração.
Que as pesquisas cometem erros todo mundo sabe e, atualmente, elas servem mais para confundir do que esclarecer. Então, usá-las como ponto de apoio para difundir algo contraditório ao que vemos na prática, como mostrarei na seqüência, é uma forma de subestimar a inteligência. Obviamente, comparações estatísticas que nos igualem com qualquer Clube de Santa Catarina são simplesmente descartáveis e invalidam, num simples olhar, qualquer pesquisa, por uma questão de mínima coerência. Não se trata de discriminação ou qualquer coisa deste tipo; é só respondermos a seguinte pergunta: seria possível colocar apenas a metade da população de Curitiba dentro de Floripa? Obviamente que não...
Mas, fizeram pior: é como se colocassem Curitiba inteira lá e mais a região metropolitana. Sim, pois se o Avaí tem torcida equivalente ao Coxa, concentrada também em sua cidade, ou Curitiba encolheu muito ou Floripa aumentou cinco, seis vezes de uns dias pra cá. Para desmentir isto, vamos usar o bom senso, parâmetros reais, fatos visíveis e não delírios. Aliás, é como deveria se portar um advogado e colunista, como o Sr. Augusto Mafuz: Se os “fatos” são preponderantes para se concluir um estudo, vamos esclarecê-los de maneira realista e não de maneira tendenciosa para atender uma conveniência pessoal, como ele mesmo fez. Será que pesquisas ou estimativas que escondem margens de erro e outros fatores “obscuros”, servem como conclusão para balizar “devaneios”??? Ou, tornou-se confiável uma pesquisa que iguala a torcida Coxa com a do Avaí???
Vejam que, ao trazermos situações concretas, a “mágica” da pesquisa sobre torcidas, simplesmente acaba: recentemente, vimos o “fenômeno popular do Paraná” mandando seus jogos da série B em Paranaguá, cuja distância de Curitiba é de uns de 80 quilômetros. Na maioria das vezes, suas partidas foram nos Sábados e os falacianos levaram a fantástica media de 2 mil e poucos torcedores por partida. Reparem que eles foram beneficiados com vários jogos aos fins de semana...
Pouco tempo antes, tivemos a mesma experiência; jogamos a segundona fora de Curitiba. Porém, em Joinville, a 125 quilômetros, com jogos em meios de semana e tivemos uma média próxima dos 3 mil torcedores. Ou seja, mesmo jogando mais longe, em dias menos favoráveis para locomoção e com pedágio (pra Paranaguá é possível ir sem pedágio), levamos mais público que o CAP? Outro detalhe interessante: nas partidas realizadas nos Sábados, em Joinville, nossa média subiu para 6 mil torcedores por jogo. Quando falo em exemplos palpáveis, observem que não usei um ou dois jogos individuais para comparar uma tendência; foram diversos jogos e com situações desfavoráveis a nós Coxas.
Da mesma forma, posso citar outros parâmetros já conhecidos como sócios, médias de público e concurso da timemania para aumentar a confiabilidade. Temos inclusive outras pesquisas menos recentes que mostram outros números. Acredito que quanto mais informações concretas, mais realidade, certo? Ou será que todas as outras estatísticas são um delírio nosso? Terminada a análise, pergunto: Cadê a torcida que é um fenômeno de popularidade no Sul do Brasil???
Maurício Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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