
FALA, COXAnauta!
Fazendo história na vila Belmiro
Primeiro que acomodaram a nossa torcida no pior lugar do estádio, embaixo da torcida do santos e no mesmo nível do gramado, lado oposto ao qual o Coritiba atacou no primeiro tempo. Nunca tinha acompanhado nosso time em outro estado, mas eu vejo que esse pessoal da IAV realmente é apaixonado pelo Coritiba. Viajam umas sete horas, sofrem na mão da PM e ainda assim não param de cantar e apoiar o time. Como faz uns sete meses que moro aqui em Santos, por motivo de trabalho, estava com muita saudade de acompanhar meu Verdão ao vivo (o último jogo que eu vi foi contra o Cruzeiro, que o Simon garfou gente). Estava acompanhado de minha esposa, que sempre me pede pra ficar calmo e diz que um dia eu morro vendo um jogo do Coxa. Após o primeiro gol de falta do K9, teve um silêncio na torcida do Santos e ai se ouviu um verdão e ô. Claro que durou pouco, ai a torcida do Santos vaiou, mas que teve, isso teve.
No intervalo teve uma pequena confusão entre as torcidas, falaram que queriam roubar as peças da bateria, mas não houve nenhum problema, só um corre-corre. Quando começou o segundo tempo, estava nítido que se a gente acertasse um conta-ataque, faria o gol. Acho que o Dorival Jr. deve aprimorar esta jogada, pois quando a gente recupera a bola não tem alguém aberto pra pegar a bola e levar até o campo adversário. Eu, na minha humilde opinião de torcedor, colocaria o Paraíba,o Guaru ou o Ricardinho pra puxar o contra-ataque, os três são rápidos. No lance, deu pra ver que o Rubens Cardoso veio como uma bala e a defesa do Santos abriu pra marcar o K9, dando a chance pro chute, que não saiu forte, mas suficiente pro goleiro do Santos, que por sinal tem que melhorar muito, dar o rebote e o K9 empurrar pras redes. Que emoção ver um gol do Coxa a uns 3 metros de distância. Dá pra ver o olho, a expressão do jogador. E aqui, eu confesso, estava reclamando do K9, pedia mais raça, queria que ele “brigasse” mais com os dois zagueiros do Santos. Mas artilheiro é isso ai, tem de estar presente na hora de fazer o gol.
Após o gol eu comentei pra minha esposa 'agora, tem que segurar uns 10 minutos', porque o Santos vinha pra matar ou morrer e infelizmente, pelo menos naquele instante, não deu. Eu vi um bate-rebate e a bola desviando em alguém e não vi o Edson Bastos, pular nela. E falando em Edson Bastos, se tem algum jogador que merece destaque, é o Edson Bastos. No primeiro tempo, como estávamos perto dele, reparei que ele é muito tranqüilo e que na hora que a defesa dá uma chance, não por falhas, mas por mérito do jogador adversário, ele está pronto, tem um reflexo apurado. (O prêmio de melhor goleiro do campeonato, fica entre ele e o do Grêmio).
Depois do gol, meu sentimento era de que a gente ia ceder o empate, a torcida do Santos inflamou. Mas a nossa não se calou e parece que quando a situação está a pior possível, a voz sai mais forte do peito. O grito de 'Coxa' de cada torcedor sai com mais garra. Garra por sinal, que fez com que o Coxa marcasse seu terceiro gol. O Carlinhos Paraíba e o Alê, se enroscaram com os dois jogadores do Santos na lateral do campo e o Calinhos, deitado já no chão, conseguiu ganhar a bola e tocar pro Alê, que avançou e cruzou, Foi um cruzamento, não muito forte e na hora que ele saiu dos pés do jogador, deu impressão que seria uma defesa fácil do goleiro, mas para premiar nós torcedores, nem o goleiro, nem o zagueiro cortaram, e a bola encontrou o predestinado da noite, que com um leve cabeceio empurrou a bola pro fundo das redes.
Deste momento em diante, a torcida do Santos se calou e só se escutava: “Verdão e ô, amo você, eu vou cantar o jogo inteiro, pra você vencer”. Parabéns aos jogadores e comissão técnica, estamos no caminho certo, mas precisamos de reforços, pois o caminho é longo. O presente aos torcedores da nação alviverde que estiveram presentes na Vila Belmiro foi o de serem testemunhas oculares da primeira de muitas vitórias do nosso Coxa, em terras do Alvinegro Praiano. Essa história eu vou contar pro meus filhos e netos.
OBS: Depois do jogo, tivemos de esperar uma meia hora, que ficou marcada, pela Ola e pelos, gritos de lê lê ô Coxa, com a vila Belmiro já vazia.
Marcelo Moribe Lopes é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)