
FALA, COXAnauta!
Festejemos!
Luiz, Jango, Duarte, Coxanautas em geral.
Eu entendo a revolta de vocês contra a diretoria. Eu também a sinto e a senti, especialmente naquele 4 de dezembro de 2005 e no ano passado, quando vi homens sem valor nenhum usando a camisa sagrada, a mesma camisa envergada com amor e dedicação por Henrique, Pedro Ken, Túlio, Anderson Lima, Edson Bastos, Keirrison, Gustavo, Henrique Dias, Douglas Silva, Leandro, Fabinho e outros tantos neste 2007.
Fui para a rua gritar contra o Gionédis. Eu estava lá naquele jogo contra o Avaí, após a passeata que reuniu 500 Coxas para pedir a renúncia dele. Fiz campanha contra ele e tenho o adesivo 'Fora Gionédis" colado no meu carro, até o dia em que ele entregar o clube.
Mas não vamos deixar, caros amigos, de festejar a conquista do Coxa de hoje, e, se Deus quiser (e ele há de querer!), o título de Campeão Brasileiro da Série B, que não envergonha ninguém e que merece, sim, destaque em qualquer galeria de troféus de qualquer clube do mundo.
Vamos, sim, desprezar as palavras ao vento de pessoas que contam vantagem sem atinar para seus equívocos do passado. Mas não deixemos de festejar, porque não é fácil subir da série B para a série A. Não é facil ser campeão da série B. O futebol brasileiro é o melhor do mundo, é o mais forte e disputado e empolga a cada dia mais a despeito das asneiras dos cartolas. Ser campeão da série B é enfrentar batalhas monumentais viajando por um continente afora nem sempre em condições mínimas de conforto e trabalho.
Se um dia caímos, bem, é da vida. Naquele fatídico 2005, muita coisa aconteceu, muitos erros, é verdade, muita arrogância, muita incapacidade. Mas tudo isso, apesar da nossa dor, é do esporte. Às vezes, mesmo os clubes mais organizados caem.
E entendo que vocês não queiram comemorar o retorno à elite do futebol, por entender que não deveríamos ter passado pela série B.
E entendo até que, eventualmente, vocês não sintam assim tanto orgulho de sermos campeões da Série B, o que, Deus ajudará, seremos em 2007.
Mas é preciso lembrar que a volta e o título não são ou serão da diretoria, mas do Coritiba.
E daqui a alguns anos, eu terei prazer em dizer para meus filhos e netos que, neste 2007, o Coritiba voltou e eu estava lá. Que, em 2007, a torcida empurrou o time e "saiu do chão" cantando o Verdão. Eu vou contar para eles que numa noite gelada e chuvosa em que eu tiritava de frio o Coritiba perdia até os 37 do segundo tempo e virou o jogo com um gol aos 47. Eu não vou esquecer jamais do bandeirão da Império, das faixas de mão e do Couto lotado por tantas ocasiões. Eu não vou esquecer, nem desprezar, aqueles atletas aplaudindo a torcida em coro de "Uh F...! O Verdão Apareceu"!
O Coritiba que subiu para a série A não é o Gionédis. Aliás, nem o Vialle é o Gionédis, e tomemos cuidado, porque às vezes, querendo extirpar alguém que nos fez mal, não é difícil dar poder a alguém muito pior, como o secretário pau-mandado do governador atleticano que está ajudando aquele clube envolto em brumas a sediar uma Copa do Mundo com dinheiro público.
Vamos festejar, amigos. E vamos manter a mobilização para levantar o caneco... o mesmo caneco que vou mostrar para meus descendentes no futuro museu do Coxa, lembrando de nosso garotos de ouro, carregando o mundo nas costas, mas de cabeça erguida! Se há rechaço em relação à diretoria, não podemos deixar de respeitar nossos bravos rapazes!
Abraço a todos, parabéns para nós Coxas!
Fábio Mayer é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)