
FALA, COXAnauta!
Dividindo um sonho Coxa Branca
Hoje tive um sonho. Sonhei com nosso CORITIBA.
Sonhei que chegava ao velho Couto Pereira, não lembro se havia reformas, se era novo ou antigo, mas era o velho e bom Alto da Glória, lotado. Lotado de sonhos, esperanças e certezas de uma torcida fiel e diferenciada pelo entusiasmo e Amor.
Sonhei que disputávamos um título, não me importei muito com a divisão, eu estava feliz, havia algo no ar, uma torcida feliz e confiante.
De repente surge o Verdão. O time que desde cedo aprendi a amar me causou arrepios ao surgir no gramado. Quando vi um a um nossos jogadores aparecendo para nossa incansável massa alviverde, entendi e senti a mesma confiança que pairava no Alto da Glória, a certeza de mais um título.
Puxando a fila, nosso goleiro Fernando, seguido por Rafinha, Henrique, Miranda e Adriano, logo aparecem Roberto Brum, Mozart, Pedro Ken e Alex - que meio de campo! Pensei - seguidos finalmente por Keirrison e Marlos. Tínhamos ainda Tcheco, Liédson, Mancha, Tuta, Aristizábal, João Santos e até, não sei bem porque, Zambiasi entre os reservas.
O mais incrível é que nosso treinador era alguém já conhecido da torcida. Era Edison Borges, auxiliado pelos craques Tostão e Pachequinho, sob a coordenação de Kruger e Miro, todos responsáveis pela formação de alguns destes pratas da casa.
Acordei antes de saber quem era o adversário, quem ganharia aquele jogo. Mas acordei e senti uma coisa que mexe comigo desde 1978, quando, aos meus 5 anos, assisti meu primeiro jogo, minha primeira final, meu primeiro AtleTiba, e, lógico, meu primeiro título como Coxa Branca.
Senti meu amor pelo Coritiba fortalecido, retribuído. Ao mesmo tempo, minha esperança em um time que revela tantos nomes e promessas, um time que tem uma torcida inigualável! Um time que teve alguns veteranos de valor, como alguns que citei acima. Um Coritiba gigante e forte suficientemente para superar os maus tratos que tem recebido nos últimos anos.
Mas os erros vão passar, os incompetentes vão passar, e o Coritiba sobreviverá.
Talvez este time dos meus sonhos nunca jogue junto, mas nossas categorias de base continuarão a produzir talentos. Cabe a nós, torcedores e sócios, não nos esquecermos de nosso papel.
Não desistamos! Esta fase maldita vai passar!
Coritiba Eternamente
Rodrigo Seixas Moreira é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)