
FALA, COXAnauta!
Homens ou fracos?
Prezados (as) amigos (as)
Confesso que tentei deixar a adrenalina baixar, o raciocínio sobrepujar a impulsividade para escrever este texto/desabafo/convocação somente quando percebi não estar mais contaminado pela ira que tomou conta de mim (e acredito de toda a torcida alviverde) após o pífio “desempenho” do time frente à Portuguesa de Desportos.
De antemão, não sei se consegui êxito neste propósito, qual seja, de escrever imparcialmente, mas vamos lá!
Diante deste quadro caótico em que o Coritiba se encontra, há pelo menos três penosos anos, a atual postura demonstrada pelo time nos jogos fora de casa é algo estarrecedor!
No meio esportivo em geral, e nesta Série B especificamente, o equilíbrio entre os atletas ou entre equipes é algo bastante notório, à exceção do Coritiba.
Para nossa lástima, o clube passou a ser conhecido como o “adversário ideal” para qualquer outro time que nos enfrente em seus domínios. Tal fato, jogo após jogo, ganha consistência e ares de verdade imutável.
Não há uma só partida em que o outrora Glorioso Coritiba Foot Ball Club tenha um comportamento, no mínimo, razoável e firme jogando fora de seus domínios.
No ano de 2005, isso talvez se justificasse em parte, tendo em vista as primeiras trapalhadas (para não utilizar outro termo) da atual diretoria do clube, bem como pelo fato de estarmos disputando a Série A do Campeonato Brasileiro.
Agora, o que nos causa um terror e um estado de perplexidade é que esta falta de atitude impositiva se estendeu aos gramados da Série B, o que é simplesmente inaceitável!
Erros foram e continuam sendo cometidos aos cântaros no Alto da Glória. Partem da diretoria e estendem-se até o gramado. Porém, mesmo havendo erros na formação do elenco, na preparação física ou na composição tática da equipe, nada, absolutamente nada justifica a total falta de comprometimento e vergonha na cara por parte dos jogadores alviverdes, salvo raríssimas exceções, quando estão longe de sua gigantesca e sempre fiel torcida.
O comportamento do time em todos os jogos fora do Couto Pereira nesta primeira metade do campeonato é digno de me fazer acreditar que as vitórias até aqui conquistadas no Monumental têm uma única explicação: medo.
Sim amigos, medo! Medo de que as coisas não terminem bem ao final do apito do árbitro acaso a vitória não seja colhida, pois bem sabem os jogadores e comissão técnica que a torcida do Coritiba, especialmente neste ano, não será conivente e complacente com a possibilidade da não ascensão à primeira divisão. Cientes eles estão dos fatos que ocorreram ano passado no aeroporto Afonso Pena. Então, correm dobrado, suam a camisa e se doam em busca da vitória.
A pergunta que fica é: essa doação é realmente por amor ao clube, por sua profissão, por sua dignidade ou somente por “seus dentes”?
Faço um parênteses aqui para afirmar que sou completamente contrário à violência, mas a análise que se impõe é pautada em fatos que qualquer um consegue enxergar, sem maiores esforços.
Tais alegações mostram-se passíveis de comprovação ao analisarmos o comportamento do time fora das quatro linhas do Couto Pereira. O time sistematicamente deixa de jogar futebol! Não transpira, não corre, não marca, não cria, não faz gol!
O que acontece? Algum jogador poderia vir a público dar essa explicação?
Sim, peço a qualquer jogador, pois, por mais que a diretoria só pratique atitudes infelizes e o técnico trabalhe mais como psicólogo, quem entra em campo são os jogadores. E, ao fazê-lo, deveriam se obrigar a jogar com gana, com raça, com vontade de fazer seu trabalho bem feito.
Honestamente, por mais que apoiemos o time nos jogos de casa, por mais que a torcida se desdobre em esforços hercúleos para acompanhar o time também nos jogos de fora, só isto não bastará!
É mais que chegada a hora de cair o véu, de a verdade vir a tona, mesmo que para isso tenhamos chegado ao fundo do poço (estar nesta maldita segunda divisão, por acaso é diferente disto?)
Deixemos de nos enganar! Discursos vazios de jogadores, comissão técnica e diretoria já não nos entorpecem mais! Por maior que seja nosso amor ao Coritiba (e por isso seguimos em frente, acreditando sempre), suas palavras vazias não mais conseguirão saciar nossa necessidade de vitórias, de jogos prazerosos aos olhos e ao coração.
É hora de separar os verdadeiros homens daqueles que vão empurrando as coisas com a barriga e adoram uma desculpa esfarrapada!
O jogo contra o Marília deverá ser encarado como um divisor de águas. Ou nos mostram que merecem nosso apoio incondicional, demonstrando denodo, garra, vibração (perceba-se que não estou exigindo a vitória, somente ingredientes pautados em honra) ou o inevitável vai se instalar de vez no seio da torcida: a desconfiança, a angústia, a raiva e a revolta!
A equação é simples: UNIÃO + GARRA + CARA NA BOLA (em todos os jogos) + APOIO INCONDICIONAL da torcida que nunca abandona = 1ª DIVISÃO em 2008.
Aos jogadores um recado: vocês têm dois caminhos a partir de agora: mostrar que são profissionais na acepção da palavra, jogando com total dedicação, tendo, portanto, a eterna gratidão da torcida coxa-branca ou acabarão por serem conhecidos como descomprometidos (o que honestamente não posso acreditar que seja o objetivo de qualquer profissional). A escolha é de vocês. A hora é agora!
O pedido final é simples: pensem em cada um de nós, fidelíssimos torcedores, a cada vez que estiverem longe do Couto Pereira!
Imaginem que diante de milhares de telas de televisão espalhadas pelo país estarão nós, os torcedores que amamos incomensuravelmente este clube, e por nós corram mais, marquem mais, transpirem mais, trabalhem mais, conquistem mais.
Acaso seja assim, tenham certeza:
NÓS TAMBÉM LHES SEREMOS GRATOS DEMAIS!
Vamos unir forças! Provem-nos dentro de campo que suas palavras não são falácias! Precisamos de gols, não de palavras. Então, à luta!
Saudações Alviverdes!
Percy Goralewski é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)