
FALA, COXAnauta!
Já se vão 45 jogos de invencibilidade no Estadual. É realmente uma marca fantástica, eu reconheço. Mas até onde isso é justificativa para um time sem padrão de jogo? Tudo bem, vai ter gente me criticando mas eu vou tentar pelo menos explicar com fatos o que eu tento dizer:
- A zaga tem sido sobrecarregada com a falta de um volante mais pegador ali no meio. Willian não tem as características de um Donizete, é um jogador um pouco mais técnico. Tudo o que passa daquele setor estoura na zaga, que conta com um jogador sem velocidade (Pereira) mas voluntarioso e aplicado;
- Os laterais não apoiam? É verdade, mas a filosofia do treinador sempre foi a de usar uma linha de quatro defensores lá atrás. Lucas Mendes e Jonas sempre tiveram características defensivas, portanto não adianta pedir que eles apoiem o ataque porque não vai adiantar. Ano passado, quem corria na ala para apoiar o ataque eram Rafinha e Davi;
- Já citei a questão da proteção da zaga, cito a questão da criação. Os jogadores de criação seguram demais a bola. Lincoln se revela um jogador lento demais, precisa melhorar a velocidade, Renan Oliveira peca pelo requinte e o Rafinha não anda tendo confiança para tabelar com os companheiros de frente. E ainda temos que aguentar um Everton Ribeiro que tropeça e cai sozinho;
- No ataque a bola não chega exatamente porque o pessoal do meio segura demais a bola. Sacrificar o Marcel não é justo porque a bola não chega. E quando chega, parece que não se tinha outra opção, a não ser jogá-la pra ele resolver, como se fosse um mágico;
- Por fim o treinador... Um ano de Marcelo Oliveira, um 2011 memorável (pelo menos no primeiro semestre) e um Brasileiro "esquecível". O que me incomoda? A falta de energia, de comando forte, de cobrança. Porque parece que o paternalismo é latente, já que o treinador é mole e não cobra. Quando a torcida começa a pedir jogador e a chamar o treinador de burro, esse é o caminho do fim.
Não tem nada de pessoal na minha análise, não pretendo aqui atingir ninguém diretamente. Sigo apontando aquilo que eu entendo estar errado e que pode ser corrigido. Se alguém se sente bem ganhando sem convencer e se justificando através de uma invencibilidade mentirosa, eu até aceito. Mas não é possível que não enxerguem o óbvio, de que as coisas não estão bem. Espero que ainda tenha tempo de consertá-las.
Fabiano Utrabo Merlin é Coxa-Branca de coração.
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