
FALA, COXAnauta!
Obrigado, meu pai!
Sábado, 15 de setembro de 2007. Eram quase 18h, e eu, no meu quarto de vídeo, assistia a mais um jogo do clube do meu coração. Nosso goleiro era o melhor em campo e eu já estava mais do que satisfeito com aquele empate em 0x0. De repente, o Túlio sai correndo pra dentro da área, antes de uma cobrança de falta. Ele recebe a bola do Anderson Lima, domina, entra na área e... GOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOLLLLLL.
Infelizmente não vou conseguir traduzir aqui nessas palavras o que senti. A primeira coisa que me passou pela cabeça foi olhar pra cima e dizer baixinho: “Obrigado, meu Pai”. Antes mesmo de terminar de agradecer com os braços erguidos aos Céus, percebi que tive que passar a parte de fora nas mãos para voltar a olhar para o telão, pois meus olhos estavam cheios de lágrimas.
Pensei na quantidade de gente que estava tão feliz quanto eu naquele momento. Pensei em tanta coisa em poucos segundos que foi realmente incrível. Tão logo acabou o jogo, um sentimento de prazer tomou conta do meu ser. Parecia que eu tinha acabado de beijar a boca da Ashley Judd ou recebido uma cantada da Julia Roberts. Incrível como eu amo esse clube.
Agora mesmo, ao escrever sobre o que senti, está complicado segurar uma lágrima que está querendo sair do olho direito. O adversário era complicado; meu clube passa por uma situação complicada; a gente está sendo motivo de chacota na cidade; nossos maiores rivais vivem rindo por estarmos na segunda divisão. Eu agüento tudo isso porque sei que o nosso lugar não é onde estamos, e sim entre os principais clubes do mundo. E, naquela tarde de sábado, eu tive a certeza de que o Coritiba não vai apenas subir, mas vai voltar muito, mas muito mais fortalecido, e acabar com a raça de qualquer um que cruzar seu caminho, daqui pra frente.
Obrigado, meu Deus, por ter me dado a oportunidade de ter nascido em Curitiba, e, em função disso, poder torcer para esse clube, que tem as cores mais lindas, a torcida mais apaixonada e o escudo mais amado. Eu poderia ter nascido no México e ser torcedor do Chivas (também alviverde); em São Paulo e torcer para o Palmeiras; no Rio Grande do Sul e torcer para o Juventude. Mas não. Eu fui um privilegiado. Nasci em Curitiba e torço para o clube mais lindo de todo o sistema solar. Isso não é pra qualquer um. Torcer para o Coritiba é só para pessoas privilegiadas. Obrigado, meu Deus. Obrigado! Uma excelente semana a toda a família alviverde, uma família de privilegiados...
Gilson de Paula é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)