
FALA, COXAnauta!
Sim ao novo estádio
Com todo o respeito à opinião do ex-presidente Evangelino da Costa Neves e mais que isso, com todo o carinho e admiração que tenho por ele e por sua história dentro do Coritiba, devo discordar.
Já escrevi aqui antes e repito, também estou na campanha Fora Gionédis, e acho que a prioridade para o clube é voltar para a primeira divisão.
No entanto, se há um investidor interessado em usar a marca Coritiba para construir um empreendimento que vai gerar renda para ambos, além de um novo estádio confortável, moderno e adequado ao futebol de nossos tempos, não é muito inteligente rechaçá-lo com argumentos como os que tenho visto, como "o lugar do Coritiba é no Alto da Glória" ou "Gionédis não tem moral para isso ou aquilo".
Sejamos práticos, vou repetir meus argumentos e não tenho medo das críticas:
1) O estádio Couto Pereira está ultrapassado, não há mais condições de modernizar e transformá-lo em uma fonte relevante de receitas para o clube, pelo contrário, do jeito que está, é fonte de despesas. O raciocínio é o mesmo que os dirigentes do Grêmio de Foot Ball Porto-Alegrense tiveram, vão lá no site do tricolor gaúcho, analisem as notícias sobre o novo estádio deles e confiram a similaridade das situações.
2) Estádio é estádio em qualquer lugar. Tá certo que eu não gostaria que o Coxa jogasse onde hoje é o Pinheirão, se bem que esse estádio seria completamente demolido para receber uma nova arena. Mas, na melhor das hipóteses, há pelo menos 10 bairros em Curitiba com estrutura de transportes para receber um novo centro esportivo e comercial, basta procurar local, o que não falta.
3) O clube não precisa sair do Alto da Glória. Pode demolir o atual estádio, vender parte do terreno e com o dinheiro, construir lá uma sede social e investir em outras sedes para o futebol.
4) Giovani Gionédis não pode assinar um contrato assim sem o aval do Conselho. Portanto, para garantir os interesses do Coxa e a integridade do clube, basta o Conselho não ser omisso como foi sistematicamente entre 1979 e 2005, tempo em que uma uma dívida monstruosa foi formada e o clube foi rebaixado duas vezes no nariz dos senhores conselheiros, que deixaram o Coritiba "descer a ladeira da grandeza passada" e só a partir da revolta da torcida com o atual presidente, passou a fazer aquilo para o que é eleito, ou seja, fiscalizar! Enfim, se o Conselho analisar os contratos e pensar nas garantias para o clube, nada de mal poderá ocorrer.
5) Um investidor sabe muito bem que o Coritiba não é propriedade do senhor Gionédis e que terá, necessariamente, de responder aos conselheiros, sócios we torcedores. Portanto, não devemos cair nessa bobagem de "não vi, não gostei, não quero tratar do assunto". Pelo menos, devemos analisar os projetos e as propostas.
Enfim, até agora ninguém assinou nada. Vamos discutir e analisar o caso.
Mas podem ter certeza de uma coisa: Se o Coritiba não aceitar o negócio, outro aceitará. Poderá ser um outro de outra cidade do Paraná (o Londrina, por exemplo), ou de outro estado e pode ser até aqui de Curitiba mesmo, não pensem que o coronel deixaria um bom negócio assim passar batido ou ainda, que o professor das vilas seria tonto de descartar isso.
Fábio Mayer é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)