
FALA, COXAnauta!
Tristeza, indignação, raiva, revolta
Tristeza, indignação, raiva, revolta... é difícil descrever o que o torcedor sente ao assistir o jogo do Coritiba. Infelizmente (ou não!) não pude ir hoje à noite* ao Couto Pereira e estou assistindo ao jogo em casa, e, sinceramente, não sei o que é pior!
Em campo, tem muita coisa que a gente acaba não vendo, e que é melhor não ver mesmo! Na TV, a gente vê com riqueza de detalhes os passes que são perdidos, as saídas de bolas desastrosas, a dificuldade no toque de bola que muitas vezes volta lá do meio de campo para o goleiro Edson Bastos. Dá uma agonia... Tem que ter um coração forte para agüentar!
Tome de exemplo o Fabinho, que acaba de tomar um cartão amarelo. Vamos ser sinceros: o que ele está fazendo em campo até agora? Dezoito minutos do segundo tempo, e a única coisa que o vi fazer até agora foi bobagem! Ele não consegue chegar a tempo nas bolas, ou perde o passe ou cede lateral para o Brasiliense. Todas as disputas de bola em que ele esteve foram a favor do adversário. Como se não bastasse a apresentação lamentável e desastrosa desse jogador, ele ainda faz falta para cartão amarelo. Como diria o falecido Bussunda, 'fala sério'!
Daí ouço a torcida no “back ground”, cantando suas canções de incentivo, mas não se agüentando e vaiando o time (merecidamente) no final do primeiro tempo. Daí penso que é melhor estar em casa! Realmente, difícil de dizer, se compartilhar da angústia coletiva que é ficar gritando “COXA, COXA, COXA” como se fosse um mantra, ou assistir pela TV as fraquezas e falhas do time.
Sinto pelo René Simões, estréia assim em casa. Começou mal. O time não estava bem estruturado, entrosado, escolhido. Preocupa-me especialmente porque tenho um primo e afilhado, torcedor do Vitória de coração e do Coxa por adoção, e ele me mandou um e-mail preocupadíssimo quando o René foi anunciado. Acho que ele tem todos os motivos para estar preocupado. Afinal, ele sabe bem o que é ver o time que a gente ama, o time do coração, caindo para a série C. Ninguém quer pensar nisso, 1 2 3 e isola... mas entendo a preocupação do meu afilhado.
À medida que vou escrevendo, o jogo vai rolando. Agora o Gustavo virou. Conseguiu completar a cabeçada que gerou o pênalti na primeira jogada. E eu olhando no relógio a cada 2 segundos, na esperança de que ele passe de 31 minutos para 46 minutos num piscar de olhos...
Quarenta e um minutos, pressão total do Brasiliense, ausência de unhas nas minhas
mãos, de voz na minha garganta e de paciência dos meus vizinhos (risos).
Quarenta e três, o árbitro sinaliza 3 minutos, ou seja, lá vamos nós para os 48. Escanteio para eles, escanteio para o Coxa, e chegamos aos 45. E contra-ataque do Brasiliense, e o Edson Bastos defende. Falha do Coxa no meio de campo (e não é que é o Fabinho?! Porque não me surpreendo?) e o Adrianinho tira tinta do gol de Edson Bastos.
Ufa! Tá lá o “talentoso” Fabinho caído, fazendo cera, sai de maca. Até o René tá querendo o couro dele. Só não entendo uma coisa: se o René é o único homem que pode mudar isso, porque deixou o cara até o final? Enfim, 47 e meio... falta no meio de campo, toque de bola, e termina o jogo! Vitória de virada, mas com gosto de preocupação. Bom pra gente, mas mesmo assim, sinto que estamos firmes que nem prego na polenta!
Mas sou Coxa, brasileira e não desisto nunca.
RAÇA, VERDÃO, PRIMEIRA DIVISÃO!
Ana Carolina de Almeida Garrett é Coxa-Branca de coração.
Nota do editor: texto redigido originalmente em 15.06.2007.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)