
FALA, COXAnauta!
Mais uma vez saímos da Baixada (nosso salão de festas) como campeões. A Diretoria do time da baixada fez de tudo para transformar o clássico em uma batalha, desde não vender os direitos de transmissão do jogo e tentar transmitir a final através de seu site; passando pelos seguranças do time da baixada que tentaram coibir a comemoração de nosso guerreiro Henrique Dias e finalizando com o impedimento, contrário ao regulamento do certame estadual, da entrega do troféu de campeão ao Verdão.
De outro lado, o Grande Coritiba deixou de lado tudo que foi extra-campo, para poder concentrar todas suas forças no jogo. O espetáculo se iniciou nas arquibancadas onde os mais de 2000 Coxas que bravamente conseguiram adquirir seu ingresso, assim como eu, empurravam o Verdão à vitória.
Jogando melhor, o Coxa tomou dois gols em falhas individuais, de grandes guerreiros que contribuíram com toda a brilhante campanha. Edson Bastos, o melhor goleiro do Brasil, infelizmente falhou no primeiro gol, mas logo em seguida demonstrou que sua eficiência não é fase, bem como que até o melhor está sujeito a falhas. Nosso técnico, percebendo o desequilíbrio desfavorável ao Verdão, mandou a campo Marlos e Henrique Dias (que têm sangue alviverde).
Aos 21 minutos do segundo tempo, numa bola espirrada, quase sem objetivo, onde ninguém acreditava, ELE acreditou! Sem tocar em ninguém, Henrique Dias cabeceou para as redes, silenciando a torcida falaciana, lembrando Tuta durante nosso bicampeonato. Ao vir comemorar conosco, Henrique Dias foi discretamente compelido a se direcionar ao meio de campo por um segurança do time da baixada, vi pois estava muito próximo.
Aquele gol fortaleceu muito mais a nosso grito e de imediato “...aquela caveirinha quando viu se calou, dentro do chiqueirão...”
A partir daí, o Verdão não só equilibrou as ações, como passou a dominar a partida, fazendo jogadas lindas como aquela que acabou com uma finalização “perfeita” do K9, que não entrou por que DEUS quisera valorizar mais e mais o título Alviverde.
Ainda assim, o Coritiba fez com que o A. Paranaense não mais visse a cor da bola. Um meio de campo coordenado pelo maestro Carlinhos “Ronaldinho” Paraíba e seus competentes companheiros Marlos, Mancha e Pedro Ken, e uma defesa composta pelo MAIS VIBRANTE JOGADOR EM CAMPO, Jeci, sem falar do Artilheiro do campeonato e do melhor goleiro do Brasil, Keirrisson e Edson Bastos respectivamente.
Ao apito final, sem o troféu oficial, mas com um fictício, a brilhante equipe, para tristeza da torcida falaciana, deu meia volta olímpica (pois o estádio não proporciona volta completa). Queremos saber se a Federação Paranaense punirá o A. Paranaense por ter tentado proibido a festa Coxa em seu MEIO-ESTÁDIO.
Porém, ao invés de prejudicar o Coritiba, o time da baixada contribuiu com nossa festa, pois se não houvesse tal proibição, talvez, não houvesse essa linda mobilização verde e branca por toda a cidade para aguardar a premiação em nosso estádio COMPLETO. Além do mais, a carreata da equipe, que congestionou todas as adjacências da Rua André de Barros até chegar ao Alto de Tantas Glórias não pode ser comparada a nenhuma outra dantes vista. Enfim, apesar da barreiras (lícitas ou não) do time da caveirinha, o Coxa (a diretoria, a equipe técnica, os jogadores e toda a torcida) se sagrou campeão!!!
Meu Coritiba, amo você!!!
Parabéns a toda Nação Coxa-Branca e a todos os nossos guerreiros em campo ou não!
Abraços a todos!
Diogo Venancio é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)