
FALA, COXAnauta!
Lembranças de um Natal passado
Ainda guardo numa da gaveta do meu roupeiro uma toca de Papai Noel. Mas ela não é vermelha e branca, mas verde e branca. Lembro que a comprei no início de dezembro de 2003. Outra particularidade da peça natalina é que nela não está escrita Feliz Natal, mas sim Coxa-Branca. Por incrível que pareça embora fossem palavras completamente diferentes pareciam ter o mesmo sentido: expressavam felicidade.
A coloquei, pela primeira vez, no jogo no qual o Coritiba se classificou para Copa Libertadores da América de 2004, numa vitória suada diante do Criciúma.
O mesmo Criciúma que hoje nos fará companhia na Série B em 2007. Triste, irônico e ao mesmo tempo engraçado, se não fosse trágico. Engraçado porque este time, raras exceções, foi uma piada. Algo do tipo: campeão do inverno derrete no final de ano de verão Entenderam o trocadilho? Infame, eu sei.
Como infames são as pessoas que dirigiram os destinos do Coritiba nos últimos dois anos. Lá vou eu com outra frase feita: errar é humano, persistir no erro é burrice. Vamos aos fatos, então. Em 2005, o time, que brigava até então por uma vaga na Copa Sul-Americana (aproveitando, viva o Pachuca!), de repente se viu em queda livre. O Coxa ficou exatos oito jogos sem vencer antes que o “pessoal” (aqueles, os infames, lembram?) resolvesse tomar uma atitude. Quando tomou a vaca tinha ido para o brejo. Este ano, após o nosso já mencionado “campeonato de inverno” o time voltou a uma seqüência idêntica de insucessos. Só que desta vez, nada foi feito. Imagina, mexer no quê? O grupo do “campeão de inverno” está fechado, não há o que temer. Havia. Graças a Deus, o Atlético Mineiro não pensou da mesma forma. Senão seriam duas grandes torcidas chorando neste final de ano.
Ao contrário do Coxa, o Galo se reforçou entre uma fase e outra. Compreendeu que voltar à Primeira Divisão era um fardo muito pesado para a garotada que tentou evitar a queda do time das Alterosas em 2005. Clube grande com time grande, pensa grande e a torcida acompanha. O Galo que o diga.
Já nós Coxas, temos sim um grande Clube, patrimônio cultural e esportivo do Paraná. Mas não venham me dizer que temos ou tivemos um grande time este ano porque não tivemos. Nossa torcida foi, acompanhou, apoiou, gritou e por fim, chorou. Fez a parte dela. Ela sim foi grande.
Quanto a atual diretoria, resta-me agradecer por um dos poucos títulos que o Coritiba ainda não tinha: o de Campeão do Inverno de 2005. Mas, por favor, podem levar esta taça com vocês. Nossa sala de troféus está muito cheia para acomodar mais esta relíquia. Leve para suas casas para que um dia vocês possam contar para seus netos: meus queridos, aquela taça eu ajudei o Coritiba a ganhar. As outras não são do meu tempo!
Emerson Gonçalves é jornalista, curitibano, radicado na cidade de Jaraguá do Sul - SC e Coxa Branca, de coração... partido
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)