
FALA, COXAnauta!
Gostaria de convidar os amigos para uma reflexão sobre o trabalho do atual técnico do Coritiba. Tentarei colocar neste texto, a minha visão sobre o seu trabalho, e proponho um debate sem essas besteiras de Alices ou Vuvuzelas, para que cada um exponha suas opiniões sobre o atual momento, perspectivas de futuro do Coritiba e, principalmente, sobre o que Marcelo Oliveira já fez, faz, e poderá fazer no comando técnico do nosso amado Coxa.
Quem defende o trabalho do Marcelo Oliveira, se agarra desesperadamente a números ilusórios, que apenas dão falsa realidade e comodismo. (Minha ótica).
A sua defesa se sustenta em:
O recorde de vitórias e os números.
Oras, foi lindo, maravilhoso, em certa altura o time jogava por música, no auge, contra o Palmeiras aqui, aqueles 6 x 0, um timaço, o esquema funcionava, todos conheciam o 11 titular, os suplentes entravam com tamanha naturalidade que não caia a produção da equipe, foi fantástico, cheguei a dizer que foi o time que mais me encantou vestindo a camisa do Coritiba. (E ainda acho isso, mesmo sabendo que enfrentamos equipes fracas).
Mas passada a euforia, vendo os adversários, lógico que foi um tanto ilusório. Até pegar o Palmeiras aqui e lá, o Coxa só havia batido em bêbados, vamos falar a verdade. Um campeonato paranaense deficitário, fraquíssimo tecnicamente, o Coritiba com um elenco “infinitamente superior”, e o mais importante, com uma base pronta, montada, entrosada, da vitoriosa campanha de 2010.
A quebra do recorde, na primeira derrota, veio no primeiro adversário forte, fora de casa, o mesmo que aqui surramos, inesquecivelmente, é verdade.
Depois mais alguns brilharecos no SUPER campeonato paranaense, (nenhum de nós esqueceremos o baile na arena, e a conquista de mais um paranaense).
Na sequência da copa do Brasil, um sufoco contra o ceará, jogando de forma errada lá, com postura totalmente diferente da que nos acostumamos a ver, e com as calças na mão se classificando aqui.
Contra o vasco lá, a mesma coisa, mais uma derrota, e aqui, um ERRO infantil (por MEDO) na escalação que nos custou o título mais importante dos últimos 26 anos, quem sabe o segundo título mais importante em 102 anos da história do Coxa.
Resumindo: no paranaense (fraquíssimo), o time vinha na inércia da base e do bom trabalho feito em 2010. Começou a ficar evidente a fragilidade do comando técnico nas partidas decisivas da copa do Brasil, culminando com a perda do título em casa, frente a um adversário inferior tecnicamente. Digo mais. Perdemos o título não somente no ERRO de escalação da partida final no Couto, mas também na falta de ousadia, de uma postura mais arrojada no jogo de ida, em São Januário, onde tínhamos que ter jogado para fazer gols, e não para apenas não tomar, (coisa que infelizmente não aconteceu).
No campeonato Brasileiro, o “trabalho” do Marcelo Oliveira começou a ficar mais evidenciado.
Os defensores podem alegar: “Ganhamos quase todas em casa”. Oras, dentro do Couto Pereira, o Coritiba SEMPRE foi muito forte e temido, ou a musiquinha da torcida “Não é mole não, aqui no Couto ninguém ganha do Verdão” foi inventada apenas depois da chegada do Marcelo Oliveira?
Evidente ficou na campanha fora de casa, ganhando apenas e tão somente 3 míseras partidas, América mineiro, (o pior time da competição), Santos, (esse sim um jogão de bola, que o Coxa MATOU A PAU, mas contra um time que estava com a cabeça bem longe, lá no Japão), e novamente Palmeiras, (fora de São Paulo “capital”, e contra um adversário fragilizado, abatido e em crise).
Foi uma campanha de time de segunda divisão. Horrível. Como explicar essa campanha com um time forte como tinha o Coritiba? Na minha modesta opinião, dedo do Marcelo Oliveira.
Tivemos altos e baixos, e graças a boa campanha dentro de casa, e à irregularidade também dos adversários, nos foi dada a chance de SALVAR O ANO, para coroar o time inteiro, na última rodada. Uma vitória contra o nosso principal rival na arena, adversário já rebaixado e muito mais fraco tecnicamente nos dava acesso à Libertadores da América. O time foi a cara do treinador. Sonolento, nada ambicioso, medroso, omisso, covarde.
Fracassamos, ficou um gosto amargo no final, um gosto de “Merecíamos Mais”. Nadamos, nadamos e morremos na praia.
Que números são esses? Totalmente ilusórios. Com um baita time nas mãos, conseguimos apenas um paranaense fraquíssimo. Perdemos a copa do Brasil e outra chance fácil de classificação para a Libertadores, e de quebra, ainda terminamos o Brasileiro na metade da tabela. Tudo isso com um BAITA time. Esse na minha opinião foi o trabalho do Marcelo Oliveira.
Para resumir novamente, o recorde veio em um momento mágico, da inércia de 2010, contra fraquíssimos times, NÚMEROS ILUSÓRIOS, e quando o Coxa começou a pegar adversários de mais porte, perdeu a Copa do Brasil e terminou na metade da tabela no Brasileirão.
Em 2012, o trabalho do Marcelo Oliveira ficou escancarado.
Oras, se com um timaço que tínhamos em 2011, (elenco forte, time titular excelente, base pronta, tudo redondinho), ele conseguiu ganhar apenas um fraquíssimo paranaense, o que ele poderia nos dar agora, após o desmanche.
Um outro detalhe: Não podemos nos esquecer e colocar a culpa do desmanche e das pífias contratações apenas na diretoria e no Ximenes. Com certeza teve o dedo do Marcelo Oliveira em “dispensas e contratações”.
Um verdadeiro festival de lambanças é o que temos visto nestes 3 meses de “trabalho”.
Jogadores que foram dispensados e deixaram saudades, jogadores contratados que ainda não disseram a que vieram, (nenhum dos contratados até agora nos agradou totalmente, essa é uma realidade, temos uma boa e vencedora categoria de base, que NÃO É APROVEITADA, escalações equivocadas, substituições inoperantes e confusas, não temos um 11 titular, não vemos jogadas ensaiadas, e o time ainda não tem nem um padrão tático.
Para os que defendem os gols dos zagueiros como jogadas ensaiadas, lembro que em 2010 o Coritiba já fazia gols iguaizinhos aos que estão acontecendo. Basta pegar o vídeo dos dois gols contra o ASA na segundona. Levantamento de Tcheco e gol de Pereira, (os dois). Vou mais além...rs... O Celso Roth já usava a mesma dupla no Grêmio, levantamento de Tcheco, gol de Pereira. Agora, continua a mesma coisa, as vezes Pereira, as vezes Demerson, e quase SEMPRE Emerson.
Esse é o trabalho do Marcelo Oliveira em 2012. Essa é a realidade. São fatos notórios. (Pela minha ótica).
Os que ainda defendem o “trabalho” do Marcelo Oliveira se apegam ao fato dele ser barato. Oras amigos, o barato sai caro, já ficou provado. Perdemos a chance de colocar mais uma estrela dourada em cima do nosso lindo escudo e a chance de estarmos com um baita time e nos “holofotes” da mídia internacional disputando mais uma Libertadores.
Perguntam: Tá, e quem seria o treinador da equipe?
É justamente este o X da questão, e que convido os amigos para o debate.
Há gente, (ou supostamente deveria ter), competente para tratar do assunto e contratar. Não sei do orçamento do Clube, isso não nos é totalmente transparente. Sei que a receita aumentou, que a casa está ficando em ordem, que o trabalho da diretoria nos parece ser bem feito, e tenho convicção do bom trabalho na parte administrativa do Senhor Vilson Ribeiro.
O que sei, como sócio e torcedor, amante do futebol, apaixonado pelo Coritiba, que acompanha o amado Alvi-Verde a pouco mais de 30 anos, é que o trabalho da comissão técnica é fraco. Vejo um treinador nada vibrante à beira do gramado, que é medroso, (isso é claríssimo), que está totalmente perdido em 2012, e que já no quarto mês de trabalho ainda não conseguiu fazer uma partida convincente, enfrentando adversários fraquíssimos tecnicamente, aliás, fez ontem, contra o ASA a única partida convincente do ano, mas contra um adversário muito inferior aos que enfrentaremos daqui a 2 mêses, (o que me preocupa, pois o campeonato Brasileiro se aproxima a passos largos, e a qualidade técnica deste campeonato é muito superior da qualidade dos times que estamos se batendo “e até perdendo” ao enfrentar até agora).
É por tudo isso bem explicado, que não gosto do “trabalho” do Marcelo Oliveira.
Para mim, de importante mesmo, ele conquistou apenas perdas até agora. Uma copa do Brasil e 2 chances para Libertadores. Conseguiu jogar no lixo um ano que tinha tudo para ser muito positivo, (histórico foi pelo recorde, pelos números incontestáveis e que nos enchem de orgulho), mas de conquistas, pífio.
De qualquer forma, acredito que o elenco não é dos mais fracos, está inferior ao do ano passado, sem dúvidas, e após a partida contra o ASA aqui na quinta, a esperança reapareceu, pois o time fez, (para mim, pelo menos), a melhor apresentação em 2012, (mesmo sabendo que o time que enfrentamos é no máximo esforçado).
De concreto, temos a entrevista do Sr. Vilson Ribeiro, que afirmou que enquanto ele for o presidente do Coritiba, o técnico será Marcelo Oliveira.
Então essa declaração, (um tanto quanto polêmica), por mais irônico que possa parecer, minimiza a própria polêmica.
Mas o fato é, será que Marcelo Oliveira é o técnico ideal para o Coritiba.
Convido os amigos a essa reflexão, sem essas besteiras de Alices ou Vuvuzelas, proponho um debate de alto nível.
Eu expus minhas opiniões, espero que mesmo não concordando, as respeitem, assim como respeitarei opiniões alheias. O que proponho é justamente isso, que todos apresentem motivos para Marcelo Oliveira ser ou não o técnico ideal para o Coritiba.
Gostaria inclusive que o site colocasse uma nova enquete, para a torcida votar se está ou não satisfeita com o trabalho do Marcelo Oliveira.
Torcendo e rezando por novos e bons ventos no Alto da Glória,
Saudações Alvi-Verdes
Celso Ramos Filho é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para escrever na seção Fala, COXAnauta!, envie seu texto com título, seu nome completo e CPF para falacoxanauta@coxanautas.com.br.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)