
FALA, COXAnauta!
Não existe amor eterno e muito menos, "mau" que dure para sempre: tchau, Gionédis!
Na semana passada ouvi na Transamérica a entrevista do Giovani Gionédis. Percebi que a administração do clube de futebol não pode ser diferente das grandes empresas de destaque, pois sem o sucesso da administração, tanto o clube ou a empresa não conseguirão sobreviver.
O grande gestor quando colocam em prática seus conhecimentos e consegue destacar a sua empresa perante seus concorrentes, tende a ser prestigiado e, conseqüentemente, valorizado ainda mais dentro do seu mercado competitivo.
O inverso todos já sabemos: sem sucesso, vai pro "olho da rua". A regra é só acertos, sem tolerância a qualquer erro, onde o gestor terá o seu currículo marcado negativamente quem sabe para toda vida.
Vamos ao que interessa, na entrevista onde foi perguntado ao GG sobre a retração do Eterno Presidente Evangelino (que passa por dificuldades e quem é Coxa-Branca de corpo de corpo e alma deve ajudá-lo, deveríamos fazer uma campanha) com relação às acusações sobre as assinaturas forjadas, blá blá blá, etc.
As respostas foram as mesmas das defesas anteriores quando o caso veio à tona, mas o que mais me chamou a atenção foi o destaque que foi dado pelo GG com relação a sua grande administração, blá blá blá, etc.
Filtrando o que foi falado destaco:
1) Os R$ 25 milhões pagos referentes as dívidas do Coritiba, mostrando a experiência de grande gestor nesta área de finanças, que já de tempos passados ocupou cargo de secretário de governo na época que existia o Banestado;
2) Que o Coritiba vai retornar à Série A e por estar na Série B, sinaliza erros da administração que o levou para esta Segunda Divisão.
Voltando: não necessariamente que para ocupar cargo de presidente o indivíduo tenha que ser especialista em tudo, mas como premissa básica pelo menos deva conhecer do seu negócio e o mercado.
Sendo básico para sua gestão ter pessoas de confiança especialista em todos os ramos do deste negocio para auxiliá-lo, a decisão cabe a ele presidente. Assim, conforme o ditado popular, "Cada macaco no seu galho" retrata bem as competências.
Vamos à prática. Com relação a dívida paga, muito bom. GG está exercendo o papel de um grande especialista em finanças, que além disso deverá mostrar o caminho mais curto para encontrar o equilíbrio financeiro. Não vamos exigir lucros, o equilíbrio destas finanças já está excelente.
Qual é este caminho? Será que é a Segunda Divisão? Mesmo não sendo especialista, acredito que não.
Sobre a volta à elite do campeonato brasileiro, seria quando? Após as quatro rodadas que faltam? Ou em outra oportunidade, quando subirão apenas dois times? Mesmo não sendo especialista, novamente acredito que não.
Na prática, as verbas foram reduzidas após o rebaixamento, conseqüência de má administração e arrependimento na tomada de decisão (do presidente GG) em alguns momento cruciais do campeonato de 2005: venda de jogadores, como Fernando, Rafinha, Miranda e Alexandre, que na minha modesta opinião era peça fundamental para o time; contratação de técnicos e profissionais ligados ao futebol, como o Cuca, Lopinho, Yamato e Ramirez. Deve ser assim a escrita, se não for não importa.
A decisão sabemos quem tomou, mas será que seus "colaboradores especialistas" colaboraram para o fracasso que é o rebaixamento?
05 de novembro de 2006, não importa mais, pois já esta marcado no currículo do presidente GG a caída para a segunda divisão de 2006, o pagamento das dividas não é irrelevante, mas comparando com a segundona, o erro é que fica.
Segundo o site, Infobola, no dia 2, o Coritiba estava com 19% de chances redimir o erro da péssima administração do seu educado mandatário e se estivesse na posição do Náutico estaria com 70%. Mas... não existe no futebol o "se estivesse".
A situação é péssima, mas a matemática permite que possamos sonhar com a primeira divisão, e sabemos que o pesadelo pode continuou no jogo em Natal, quando somente a vitória interessava, vou repetir, somente a vitória, pois caso contrário, continuaremos na segundona.
Infelizmente foi dada a segunda chance naquele processo democrático no qual somente conselheiros votaram para o GG presidente, lembrando que a oposição não lutou muito para ganhar as eleições (um voto, carta assinada, retratação) e estamos sem oposição até hoje. Ou estou enganado? Se estiver, me desculpem!
E na atual gestão, mais erros este ano, começando ao trazer Capitão Hidalgo para seu lado, pois o microfone empunhado por este cronista esportivo ecoava como oposição forte com ecos de verdade, assim menos um para cobrar e a função que lhe foi oferecida sendo apenas figurativa. Palavras da própria imprensa, com relação a ditadura no Alto da Glória.
Continua o mesmos cenário do ano passado, quando o Coxa chegou à ponta da tabela e começa uma queda livre e nada é feito para mudar esta situação. Vamos parar por aqui, pois sabemos os fatos que nos cercam.
Agora nos resta atitude para mudar todo este mau que nos acompanha há anos, e não podemos esquecer o quanto é mal educado este mau, com nos torcedores, ofensas que saem lá de dentro do camarote da presidência e de gramados.
Falando em camarote, faz tempos que não apareces. Na verdade, não quero te ver, aproveita e vai embora, pede a conta, finge vai, pois na segundona de novo é erro duplo, você está fora.
O seu erro ficará na história e na consciência de todo os Coxas-Brancas, principalmente na daqueles que puderam votar contra a reeleição e não o fizeram.
Dizem que não existe amor eterno e muito menos "mau" que dure para sempre. Tchau, GG!
Saudações
Marcio Bonatto Guimaraes
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Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)