
FALA, COXAnauta!
Após quase um ano, o Coritiba encerra a sua participação na Série B do campeonato brasileiro. Como já comentado várias vezes, foi um ano vitorioso, mas sem sobra de dúvidas a maior conquista do Coritiba foi a superação. Muitos não acreditavam que depois do que aconteceu no dia 06 de dezembro de 2009 no Couto Pereira o Coritiba voltaria já em 2011 à primeira divisão, a desconfiança se passava por um possível desgaste da diretoria, um abando por parte da torcida.
O resultado seria uma dificuldade na gestão, como achar novos parceiros, patrocinadores e até na contratação de jogadores. Pois bem, tudo foi superado, ao contrário de todas as previsões, não aconteceu problemas com a diretoria, bem pelo contrário, a diretoria se fortaleceu, a torcida, bem essa não abandonou mesmo.
Neste sábado, dia 27 de novembro fui ao Couto Pereira, como fiz outras vezes neste ano, após o Coritiba voltar a jogar em Curitiba, a festa foi linda, mesmo com a derrota eu pude observar algo que já há tempo eu não via a expressão de felicidade no rosto dos que lá estavam, mas um fato marcante me fez refletir sobre algumas coisas, a torcida organizada Império Alviverde ficou durante o jogo inteiro sentada, e o som da bateria aquele som que dá o ritmo para as músicas contadas nas arquibancadas não estava presente.
Sou sócio torcedor do Coritiba, do setor Mauá, como todas as pessoas de bem, é obvio que fui contra a invasão de campo e tudo que aconteceu naquela tarde em Curitiba, mas confesso que senti muita falta dos gritos dos cantos do barulho da bateria, um menino que estava próximo a mim me contou que a proibição da entrada as bateria se deu por conta de adesivos afixados nos instrumentos.
Ninguém pode ser maior que o Coritiba. Entendo que a proibição da entrada das torcidas organizadas foi uma medida correta a fim de contribuir para que os envolvidos na confusão fossem punidos. Mas a completa extinção seria uma medida eficiente? Ficar sem a torcida organizada que dá o tom e que faz até os mais tímidos cantarem e uma atitude para o bem do Coritiba? Já pararam para pensar que a vantagem de jogar em casa junto a sua torcida é justamente pelo fato da torcida cantar e apoiar o time o tempo todo? Afastar esses torcedores é o mais correto? Ou seria melhor trabalhar junto, criar regras policiar as atitudes agregar a torcida organizada como uma parte do clube e não como uma instituição totalmente independente?
Fico preocupado porque acho que a frase Ninguém pode ser maior que o Coritiba é usada por um membro da diretoria, afirmando que a proibição as torcidas organizadas se dá uma vez que ele entende que as torcidas organizadas querem ser maior que o Coritiba, mas será que já não tem gente sendo maior que o Coritiba?
Eliminar o que te incomoda é fácil, difícil e o que mostra se você é um bom líder é trabalhar com adversidades.
Rogerio Marques da Luz é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)