
FALA, COXAnauta!
Nós chutamos aquela bola!
Não há um Coxa-Branca que não tenha ajudado o Henrique Dias a chutar aquela bola para dentro do gol do Santa Cruz. A rigor, na súmula do jogo, deveria constar como autora do terceiro gol a torcida do Verdão, aquela que não pára de sair do chão. A verdade nua e crua é a seguinte: não fosse o apoio incondicional da torcida durante toda a competição, muito provavelmente não teria o Coritiba o que festejar neste final de ano. Mesmo com os dissabores advindos das desclassificações no Paranaense e na Copa do Brasil no começo do ano, a nação alviverde jamais admitiu abandonar seu grande amor. Taí uma demonstração de que esta torcida sempre será de primeira divisão.
Embora o objetivo principal já estivesse alcançado (ascensão à 1ª divisão), não havia como admitir a perda de um título nos metros finais da competição, sobretudo após liderá-la por várias e várias rodadas. A tarefa ainda não estava concluída. O título transformou-se numa questão de honra para o clube e sua torcida após o vexame no jogo contra o Marília.
E como todas as conquistas do Coritiba sempre tiveram seus inesquecíveis contornos dramáticos, o que conseqüentemente as tornaram mais saborosas e simbólicas, esta não deveria fugiu à regra. Foi preciso o cronômetro apontar os 47 minutos do segundo tempo para que a "Batalha do Arruda" ganhasse lugar de proa na gloriosa história do maior time do Estado do Paraná. Não fosse assim não seria o Coritiba. Sem o sofrimento do sangue derramado a vitória perderia seu encanto.
É preciso dizer também que, além da torcida Coxa-Branca que fez sua parte nas arquibancadas, dentro de campo outras peças foram fundamentais para esta conquista. O Coritiba, que no início da competição passou por sérias turbulências, precisou contratar, mais do que um técnico, um profissional que fizesse o papel de psicólogo e paizão. Psicólogo para tratar a "cabeça" da equipe que não andava boa, e de um paizão que aconselhasse e acarinhasse quando necessário os garotos vindos da base. E esse mister foi cumprido com extrema eficiência e competência pelo multiprofissional, tanto que muitos jogadores passaram a produzir muito mais depois de sua chegada ao Alto da Glória. Portanto, apesar de alguns equívocos, o que é perfeitamente normal, deve muito o Coritiba ao Renê Simões pela volta à elite do futebol brasileiro.
Outro que merece infinitos aplausos da torcida coxa-branca é o excelente goleiro Edson Bastos. Não foram poucos os jogos em que ele "salvou" o time de uma derrota. Tivesse o Coritiba no ano passado este profissional em suas fileiras, talvez já estivesse disputando a Série A este ano.
Em tempo: hoje, 30 de novembro, a torcida Coxa-Branca de Paranaguá estará realizando na cidade um grande jantar comemorativo à ascensão do Coritiba à 1ª divisão. Grandes Coxas estarão prestigiando a festa, entre eles, diretores, cronistas esportivos, jogadores e torcedores em geral. Convites e reservas com o Julinho Lima no tel: 8852-6746.
Rogério Alves é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)