
FALA COXAnauta!
Por Mauricio Dobjanski
Ao me deparar com certos acontecimentos atuais, fico imaginando se não estão certas as pessoas que falam do fim dos tempos. Digo isto em função de situações onde somos violentados todos os dias, até pelos meios de comunicação e, por vezes, “apreciamos” tudo como uma normalidade. Hoje, por exemplo, ao procurar um programa de humor na TV, nos deparamos com projetos de humoristas agredindo pessoas e, na frente da tela, um bando de ignorantes rindo. Se fossemos totalmente conscientes dos nossos direitos, de acordo com uma noção normal de bons modos, o mínimo que exigiríamos de um sujeito que agride e “fere” alguém ou uma coletividade, é um pedido de desculpas, principalmente quando existe algum preconceito envolvido.
Em uma dessas tentativas fracassadas de “fazer humor”, recentemente um comunicador de rádio acabou “quebrando o talo”, pois atingiu a coletividade Coxa-Branca: trata-se do Radialista e Vereador, Sr. Edemar Colpani, no episódio em que fez um comentário envolvendo o Hino do Coritiba Foot Ball Club em sua emissora, Rádio Banda B. Neste caso, o mesmo retratou-se em público e teve que, provavelmente, repensar sua conduta perante os seus ouvintes. Concluímos que o fato de não gostarmos de algum indivíduo, entidade, comida, cor, forma, não implica de maneira alguma, termos o direito de emitir uma opinião difamatória por concepção ou por mero prazer. Neste contexto, quando alguém tem o poder de difundir uma informação através de um veículo de comunicação, a ética e o cuidado são condições essenciais para que, ao atingir nossos ouvidos, a mensagem não nos agrida. No futebol, assim como em qualquer assunto, o uso indevido de microfones ou de linhas escritas em jornais, são maneiras de implantar situações desconfortáveis numa instituição ou para justificar ações injustificáveis, na forma de “meias verdades”.
Cito o caso do atleta Alex que, antes mesmo de se pronunciar a respeito de uma saída do Clube, está sempre dando adeus ao Coritiba. Qual o objetivo de “retirar o Alex do Coritiba”? Por que as questões internas, como no caso do Alex, Deivid, carta dos jogadores, questões contratuais, jurídicas e comerciais não passam primeiro pelo crivo de uma assessoria de imprensa? A partir daí, conturba-se o ambiente e temos como conseqüência direta, a desistência de sócios e o desgaste da imagem institucional. Agora, perguntamos: como explicar o uso de pesos e medidas diferentes quando as informações são de outro Clube? Ora, só um ingênuo não percebe a “perfumaria” quando se fala CAP... Vejam o Exemplo de uns tempos atrás: li algo do tipo “Coritiba é eliminado do Brasileirão sub-20” e “Atlético fica em 3° em Torneio no Uruguai”. Estas manchetes são, muitas vezes, o que o leitor grava. Porém, no texto subsequente, o Coxa havia conquistado a 3ª colocação no brasileiro sub-20, com 20 clubes e o Furacão, havia chegado em 3º num torneio internacional com quatro equipes (penúltimo)... Outro exemplo: o time sub-23 do Atlético. Por que tanta ênfase em dizer que é sub-23, como se tivessem atletas amadores nessa idade? Vemos muitos atletas de 18 anos já profissionalizados e, para a imprensa daqui, precisa dizer que é sub-23 (às vezes mesclado com sub-30, sub-35)! Mas, quando se trata de “maquiar” um Clube, não vejo quem supere o Sr. Augusto Mafuz, pessoa por quem tenho respeito por tudo que já fez. Ultimamente, o colunista fala da inveja Coxa, da “extinção” do Coritiba e tenta justificar a ARENA... Ora, por que tentar persuadir leitores usando o artifício da terminologia jurídica legal em suas colunas, para explicar a construção da Baixada? Só para mascarar uma manobra política que teve como finalidade, concluir uma obra privada com recursos públicos, de interesse não coletivo??? Pior ainda; reclama de posturas de Estado e Prefeitura, como se ao CAP, devessem algum favor!!!
Definitivamente, não vem ao caso certos aspectos legais de um empreendimento se, para nós, meros mortais, os aspectos morais são preponderantes!!! Aliás, o que está sendo acordado, em nível nacional sob pressão de FIFAs, parece ferir até princípios constitucionais. Então, como o próprio colunista costuma dizer, em suas colunas: se o Fato em questão fere até princípios constitucionais, quem pode falar em legalidade, ou legitimidade??? A verdade é que, dentro da interpretação “legal” que for conveniente, é possível até apresentar um ladrão como vítima. Pra concluir, sobre o que diz o Sr. Mafuz a respeito da inveja dos Coxas, digo o seguinte: meu pai formou-se em Matemática, trabalhando de dia, carregando marmita fria e indo para as aulas durante a noite, com uma bicicleta emprestada, pois não tinha recursos para condução.. Constituiu família, tornou-se um grande Professor, trabalhou por anos, aposentou, vive dignamente.
Baseado numa história familiar, creio que a inveja seja uma coisa de quem não tem capacidade de crescer pelos próprios meios. Como disse no início do texto: não gostar de uma pessoa ou Instituição, não implica em denegri-la, como se tivesse o direito de fazer algo contra ela. O Coritiba tem os seus defeitos, mas, foi construído com seus próprios méritos, independente de gostos pessoais. Então, vamos informar mais, melhor e deixar os subterfúgios e máscaras de lado. Como sempre digo: aqui ninguém é otário.
Saudações aos torcedores Coxas.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para escrever na seção Fala, COXAnauta!, envie seu texto com título, seu nome completo e CPF para falacoxanauta@coxanautas.com.br.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)