
FALA, COXAnauta!
Terminou.
Para a maioria dos exigentes torcedores do Coritiba, acabou com um gosto amargo, principalmente após a pífia apresentação no AtleTiba. Mas, a derrota colocou-nos no nosso devido lugar na tabela: razoável, talvez bom, jamais brilhante. Houve momentos em que alguma ambição, combinada com voluntariedade, chegou a gerar um ótimo futebol, a ponto de empolgar. Observem que nenhum time goleou o Coritiba (no máximo 3 a 1); por outro lado, vimos diversas goleadas em nosso favor. O saldo de gols mostrou isso.
Então, o que faltou para chegarmos um pouco mais longe? Cada um terá uma resposta, porém, certamente faltaram alguns detalhes que podiam significar pontos a mais na tabela, como por exemplo: um grande atacante, um grande meia de ligação, talvez mais dois laterais e um pouco mais de ambição do Marcelo Oliveira em alguns jogos. Apesar de achar que neste último confronto este não foi o grande culpado, já que ele alterou o time no intervalo e procurou a vitória. Porém, cabe ao M. Oliveira uma postura que poderíamos chamar de “Olhos de Tigre” nos momentos decisivos. Este era um dos temas da série “Rocky, o lutador”, onde Balboa não se curvava ou se entregava, por mais difícil que fosse o embate; ao cair, levantava, focava o adversário e revidava. Tecnicamente, nosso atual técnico mostrou que sabe; apenas necessitamos de um posicionamento mais incisivo perante o elenco em alguns momentos, inclusive durante os jogos.
Precisamos de líderes e, principalmente, craques. Imaginem o time que vimos com mais dois ou três jogadores de alto nível nas posições que citei acima! Esses jogadores não são o Marcos Aurélio, o Tcheco, nem Leonardo e muito menos o Bill. Não se trata de dizer que os citados sejam fracos ou ruins. Trata-se de afirmar que não são decisivos, do tipo que pegam a bola e dizem “agora é comigo”. Esta personalidade dentro de campo é um pouco “mais cara”. A partir destas carências, vimos o tamanho do nosso “prejuízo” ao final. Nada comparável ao de nossos coirmãos que tiveram o gostinho da revanche por tudo que o Coxa os “machucou” durante o ano. Além do afundamento dos “âncoras” do futebol paranaense (vide o texto "Quem Já Ouviu a História do Golfinho?"), terão apenas uma chance de tentar uma vaga na Taça Libertadores (Copa do Brasil); por sua vez, nós teremos mais três chances no próximo ano (Copa do Brasil, Série A e Copa Sulamericana); Baseado nestas realidades, esperamos que se busquem reduzir as carências citadas para que não voltemos a perder chances claras como as que vimos neste ano.
Enfim, faltou relativamente pouco. A princípio, temos mais a agradecer do que reclamar: aos torcedores, de um modo geral, que compareceram em peso, mostrando em números dentro do estádio qual a maior e melhor torcida, sem sombra de dúvidas; aos sócios que ajudaram a alavancar um bom time e que criou expectativa de uma evolução para o próximo ano, em termos de futebol; aos críticos construtivos que ajudam a corrigir rumos. Quanto aos adversários, só podemos pedir desculpas, pois nós só estamos vendo estes cada vez mais longe, pelo retrovisor; não vamos nos atrever a dizer que estamos anos à frente pois, quem fala demais, é falaciano e “dá bom dia pra cavalo”.
Aliás, nem falamos do sub 20 que está entre os 04 melhores do Brasil, mostrando que o CT da Graciosa apresenta resultados. Olhando com certa frieza e com exigência moderada, diria que foi um ano com boas lembranças, com grande evolução no ranking da CBF e que cria perspectivas ainda melhores, a partir da construção de um quadro associativo superior aos 30 mil contribuintes. Cabe a nossa diretoria olhar o futuro com mais ambição e tentar um vôo mais ousado, com aquisições de maior quilate, algo que os sócios aguardam. Um grande ano para todos e SAV.
Maurício Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)