
FALA, COXAnauta!
O que vimos publicado pelo Sr. Augusto Mafuz, parece-me apenas uma tentativa, entre tantas que poderão aparecer neste momento de decisão, de tirar a atenção dos torcedores e do próprio elenco do Coritiba. Não existe outra explicação para tal comentário.
Costumo acompanhar as colunas deste e, apesar de sua preferência, considero boas as suas considerações sobre o futebol e seus bastidores. Porém, se neste momento, o principal assunto colocado pela maioria dos integrantes da crônica é o Brasileirão e as finais da Copa do Brasil, abordando sobre times, jogadores e táticas, porque um determinado cidadão, sabidamente torcedor rubro-negro, enfoca em sua coluna uma suposta dívida que nosso clube teria com seja lá quem for? O assunto em questão não é novidade para ninguém e, muito menos, exclusividade do Coxa.
Vamos entrar então no mérito das dividas de Clubes importantes em nível nacional como o Atlético de Minas, Flamengo, Bahia ou até de outros menos expressivos, como Guarani, Atlético do Paraná ou Paraná Clube? Sabemos que estas dívidas, ou parte delas, serão cobertas pelos rateios da Timemania. E mesmo que não fosse, sabemos que o importante no momento é que já estamos arrecadando algo em torno de uns dois milhões para esta fase. Se tivermos a felicidade de superá-la, podemos pensar até no dobro. E quer saber, Sr. Augusto Mafuz. Isto também não importa aos torcedores; pra nós, bola na rede é o que interessa. As dívidas são de fórum íntimo de um clube. Vendas de jogadores, rendas pelo mando de jogo, patrocinadores, associados, cotas de televisão, premiações por competência (nosso caso), enfim, “fluxo de caixa”... Pensando no particular, experimenta falar pra alguém sobre o quanto devo e pra quem devo e o motivo...
Acredito que isto é problema meu e ninguém tem nada a ver com isso; só irão negociar minha divida comigo e no máximo pra quem tiver uma procuração em meu nome. Será que alguém me doará uns trocados? Obviamente que não. Trabalho e tenho “fluxo de caixa”. Mas, seja o que façamos de grandioso, sempre teremos alguém interessado em nosso fracasso, o que é até normal. Quando não se tem competência para, pelo menos, igualar o pouco que o maior do Paraná conquista, o jeito e jogar outro assunto, diferente de futebol. Que tal falarmos em estatísticas em vez de dívidas, Sr. Mafuz: computando mais está, já estamos na terceira semifinal deste torneio importante. Parece pouco, em quase trinta edições do torneio. Mas, somente o Coritiba chegou. Quem sabe, não vem mais uma conquista...
Ao grupo de jogadores do Coritiba dizemos o seguinte: mantenham o foco apenas naquilo que tem refere as quatro linhas. Temos uma grande coletividade por trás de tudo, seja ela o grupo diretivo ou seja a imensa torcida. Os problemas de bastidores não serão resolvidos pelos jodadores e vice-versa.
Peripécias do Mafuz: Nunca esqueço de uma discussão entre o Sr. Mafuz e o grande Carneiro Neto, na antiga Rádio Cidade, onde o primeiro queria insinuar que o Coritiba ganhava títulos só por causa da arbitragem na década de 70, nos estaduais. Carneiro foi categórico e independente de paixão clubística, afirmou: “o Coritiba ganhava títulos por que tinha time”. Para o Sr. Mafuz, coloco mais um argumento. Avalie todos os brasileirões da década de 70 e veja em quantos o A. Paranaense chegou na frente do Coxa; somente em 1974. Lembramos que nos brasieirões as arbitragens não eram do estado.
Não somos inocentes de negar que o Coritiba Foot Ball Club não tivesse grande força política e poder nos bastidores. Mas, na linha tinha Zé Roberto, Kriger, Tião Abatiá, Paquito, Dirceu, Aladim, Eli, Ari Marques, Tadei, Luiz Freire, Negreiros, Pescuma, Fedato, Leocádio, Pedro Rocha, Dreyer, Nilo, Hidalgo, etc. Quando ganhamos o Torneio do Povo, por exemplo, o time era tão bom que nem o arbitro conseguiu reverter. Já que perguntar não ofende, o Atlético de hoje não tem o dedo do Ivens Mendes???
Outra tentativa de desmerecer o nosso Verdão foi após uma vitória de 4 a 0 sobre o Paraná Clube, quando nosso ataque tinha o Magrão. Naquela oportunidade o atleta Claudiomiro, que depois andou no Santos e Grêmio, utilizou o recurso do dilatador nasal, para facilitar a respiração. Não é que o Mafuz levantou um questionamento sobre Doping, a partir do uso do dilatador! Hoje, como vemos, este recurso está bastante difundido.
Tem cada uma...
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para escrever na seção Fala, COXAnauta!, envie seu texto para falacoxanauta@coxanautas.com.br.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)