
FALA, COXAnauta!
Tornou-se bastante comum entre os torcedores, no geral, discutirem idéias a respeito de marketing, como forma de propagar o nome do Clube pelos quatro ventos. Porém, não existe nada melhor que as vitórias para que o nome seja realmente propagado.
Por mais que alguns tentem deturpar a realidade ou criar situações falsas para esconder as virtudes, não há nada a fazer contra uma sequência de resultados positivos, ainda mais, jogando o futebol que vimos. "Alguém" pode dizer que isto não passa de um "fogo de palha", mas, observem: o atual Bicampeonato 2010/2011, podia ser um Tetra (se não fosse o tropeço de 2009, já que vencemos 2008).
Se recuarmos um pouco, veremos outro Bicampeonato recente (2003/2004). Quantos títulos o "todo poderoso" da baixada ganhou de 2003 para cá (em nove anos)? Isto mesmo, apenas dois. O "falido" Coritiba já levantou cinco estaduais, nos mesmos nove possíveis. Para que ninguém diga por aí que estamos "dez anos atrasados" em relação a qualquer adversário local, é necessário uma consolidação em nível nacional. Não quero dizer que o marketing não seja necessário, como ferramenta. Mas, se torna muito mais fácil divulgar um produto que se mostra superior, quando a própria imprensa o divulga positivamente.
Basta aproveitar o momento. Nos últimos meses, apesar do "papo" mais vigente na imprensa ser o estádio da copa, tenho visto as lojas do Coxa cheias e milhares de camisetas desfilando o alviverde na rua (após ter comprado minha última camisa, doei uma das antigas que possuía para um “pia” que se mostrava simpatizante - agora é torcedor; já fiz isto, anteriormente, e consegui um ou outro adepto. Isto é apenas uma atitude entre tantas que podem ser tomadas em nosso favor).
Hoje, estamos causando uma certa admiração por todos os lugares. O colunista David Meira esteve em Irati e citou que "a presença de público local na torcida do Coritiba também foi um fato de chamar a atenção", demonstrando uma mudança no eixo de percepção das pessoas.
O que o Coritiba está oferecendo ao público, ultimamente, é muito raro. Não existe termo de comparação, por exemplo, com o Atlético que, em 2008, ficou invicto por algum tempo: uma coisa e estar invicto; outra coisa é oferecer espetáculo. Este é um momento a ser explorado pelo clube, de forma inteligente e não com bobagens.
Criar apelidos idiotas e infelizes, por exemplo, chega a ser um "anticlímax". Aliás, apelidos para se impor, querendo se comparar com um "animal feroz" ou fenômeno aterrorizante, é coisa de quem tem crise de identidade.
Alguém sabe quem é o Leão, o Gavião, o Dragão, o Tigre, o Jacaré, o Furacão e outras entidades do futebol que querem "assustar" pelo nome? São times médios ou pequenos. Alguém já viu, os grandes do Brasil, criarem apelidos para impor respeito? Obviamente, não. Então imagine uma torcida, na arquibancada gritando: "é Tsunami, é Tsunami"! Ridículo!!! O Coritiba é o Coxa e isto, basta. É a nossa marca, identidade e nunca necessitamos de subterfúgios. O importante é, de tempos em tempos, vermos nosso hino tocado, até em nível nacional se possível (o hino oficial, com certeza, pelos motivos que já disse).
Mesmo que alguns veículos de comunicação não forneçam uma cobertura devida para os feitos do Alviverde, a divulgação tornou-se natural, espontânea. Um exemplo foi o programa "Bem Amigos", apresentado em um dos canais da Sportv, onde foram convidados o Marcelo Oliveira, junto com o treinador Dorival Junior, atual do CAM. O que mais chamou a atenção, para muitos dos presentes, além de tudo que foi dito pelo Marcelo, foi uma das colocações do Dorival Jr: quando questionado sobre qual o time que ele teve mais prazer em jogar, este respondeu: o Coritiba de 1988, onde jogavam Tostão, Carlos Alberto Dias, Oswaldo, Kazu, Chicão, Vica, Ditinho e outros.
Muitos esperavam que ele falasse do Palmeiras... Além da identificação com a instituição, mostrada por ambos os treinadores, as colocações sempre foram positivas, destacando-se a organização interna do clube, algo que parecia não existir (o que não é divulgado, não existe). Aliás, há pouco tempo atrás, nada do que tem sido divulgado parecia existir: a melhor categoria de base era de outro; o melhor CT era de outro; a melhor torcida, também; o que tinha de bom sempre pertencia aos outros, mesmo não demonstrando na prática.
Ficava o dito pelo não dito. Porém, mostramos que o outro lado não é tão... Portanto, se alguém duvidava que existíamos ou devíamos alguma coisa para alguém, eis que a máscara vai caindo. Ressalto que em nosso sobrenome esta explicado qual é o nosso objetivo final: o nome é Coritiba e o sobrenome, Foot Ball Club.
Sobre este esporte, ninguém no estado vai nos ensinar...
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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