
FALA, COXAnauta!
O Ônus de ser a maior. E a melhor!
Tinha tudo para ser uma noite inesquecível. Uma das maiores festas já proporcionadas por uma torcida nos estádios paranaenses. Jamais vista, principalmente para nossos pequenos e iniciantes torcedores.
Contudo, nossos até então valorosos guerreiros, por estas peças que só o futebol proporciona, puseram tudo a perder.
Mas o pior ainda estava por vir. Se o resultado por si só já foi desastroso, os acontecimentos pós jogo conseguiram ser piores.
Como num enredo dos “melhores” filmes de horror, ficção, ou seja lá o que for, tivemos que presenciar cenas lamentáveis, infelizmente já vistas em outras ocasiões no majestoso Couto Pereira, após jogos do nosso Glorioso. Perversa coincidência?
Talvez o dicionário nacional ainda tenha que inventar uma palavra para definir porque parte da tendenciosa crônica paranaense está também nos “brindando” ao tentar colocar a torcida Coxa que estava presente no estádio como bode expiatório para estes lamentáveis acontecimentos.
Ao invés de enaltecer o grande público presente, o maior em uma série B em todos os tempos, vem parte desta crônica odiosa colocar toda a culpa no fato da torcida Coxa ser a torcida que nunca abandona. A que mais vibra. A que mais comparece.
Polícia despreparada: que nada. Alguns míseros arruaceiros travestidos de torcedor: imagina.
A grande culpada de tudo o que aconteceu foram os quase 44 mil torcedores, em sua quase totalidade composta de gente de bem: jovens, meninas, garotas, senhoras, senhores. Gente que ama o Coritiba.
Incrédulo, assisto os noticiários aqui de Londrina e me pergunto: até quando tanto rancor e inveja com a nação Coxa-Branca?
Será que, no Rio de Janeiro, após um jogo daquele time de lá, com quase 90 mil torcedores fazendo aquela festa que, apesar de não ser muito diferente da nossa, recebe fartos elogios da crônica nacional, acontecesse fato similar, ficaria a crônica desmerecendo a torcida e colocando a culpa naquela não menos fanática torcida? Certamente não!
Aqui, ao contrário, encontraram a verdadeira e única vilã: a fantástica torcida Coxa-Branca que, para desespero e inveja de alguns, mostrou sua força e compareceu em massa ao jogo. Fala sério!!!
Só nos resta, mesmo aqui de longe, torcer para que o reflexo de toda esta selvageria tenha causado o menor impacto possível, principalmente naqueles “torcedores iniciantes”, nas senhoras, nas mulheres, enfim, em todos aqueles torcedores que vão ao estádio apenas por uma única razão: o sentimento único de ser Coxa-Branca!
Diogenes Balbino Kühl Lima é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)