
FALA, COXAnauta!
O orgulho de ser Coxa-Branca
Minha vida com o Coritiba, começou quando eu tinha cinco anos, pelos idos de 68. Eu só fui nascer em Curitiba, sou parnanguara da gema. Meu pai e meu avô paterno, sempre torceram pelo Coxa-Branca, e foi do meu avô que não perdia um jogo do alviverde mais querido do Brasil que ganhei o primeiro uniforme, camisas brancas, golas verdes, calção preto, meias listradas em verde e branco. Desde pequeno sempre ouvia meu pai me contando sobre o coxa, porém quem acompanhou o time pela primeira vez com o meu pai foi meu irmão Neto, nos jogos pelo Robertão de 1969, eu me lembro que esperava ansioso eles voltarem para casa para saber da resenha dos jogos.
Comecei a acompanhar a trajetória do time. E justamente naquele ano fomos bicampeões paranaenses. O time base era Joel (o mão de aço) – Modesto ou Reis, Nico, Berto ou Roderley e Nilo: Lucas e Paulo Vecchio: Passarinho ou Oromar, Krüger, Kosilek, Rinaldo. O Oromar foi um dos melhores pontas que o Coxa teve. Ele era infernal que o diga o lateral esquerdo da seleção Húngara naquele 3 de novembro de 1967, no qual marcou o gol que selou o destino do jogo. Que timaço era.
Em 1970 perdemos o Campeonato Paranaense para os poodles, num jogo muito estranho entre Seleto e Atlético aqui em Paranaguá. Veio o ano seguinte e meu pai nos prometera a assistir aos jogos pelo Campeonato Brasileiro de 1971, e fomos a varias partidas, me lembro íamos no Galaxie de meu paizão Antonio Julio, eu, meus irmãos Neto e Ricardo e junto iam os seu Ciro Farah e o Paulinho Farah seu filho (torcedor do Seleto e do Ferroviário), amigão nosso de todas as épocas, foram jogos inesquecíveis.
A festa da torcida no Estádio ainda em construção era muito bonita não haviam ainda essas torcidas que se dizem organizadas, mas que vivem de subsídios do próprio clube, que hoje fazem hinos para elas próprias em vez de fazerem hinos de amor ao clube. Lá pude ver vários craques como Pelé, Tostão, Jairzinho, Paulo César Caju, Lima, Carlos Alberto Torres, Piazza, Natal, Evaldo, Dirceu Lopes, Andrada, Edu Antunes, Samarone e tantos outros.
Esse ano de 1971 foi inesquecível, tínhamos um baita time: Célio: Hermes, Pescuma, Cláudio e Nilo: Hidalgo e Renatinho ou Negreiros: Leocádio, Paquito, Tião Abatia e Rinaldo.
Em 1978, fui morar em Curitiba, e a partir daí fui a quase todos os jogos do coxa, sempre cantando e apoiando. O Coritiba faz parte do meu coração.
Em 1985, me lembro de dois jogos fundamentais: Coritiba 0x0 Atlético Mineiro no Mineirão em que Rafael só não fez chover, assistimos ao jogo na casa do amigo Grilo no dia de seu aniversário. Eu e meu irmão Ricardo chorávamos abraçados iguais a duas crianças, estávamos na final contra o Bangu do Castor de Andrade.
Fomos ao Maracanã assistir a final: eu, Ricardo, Junior Vieira da Costa, Valtinho Macedo, Nelson Tortato (o Mongo) e meu amigão nacarino atleticano João Vicente Palhares Guimarães sobrinho-bisneto de Joaquim Américo Guimarães, fundador do Atlético e hoje esquecido pela Diretoria, pois chamam o Estádio com o seu nome de Kyocera Arena. O problema deles é que se esqueceram que tem historia e hoje só são butique, churrascaria, grife e mídia.
Trouxemos o caneco num jogo memorável, chegamos a Curitiba cansados, mas pronto para esperarmos o time passar pela Marechal Deodoro numa festa inesquecível, nunca vi tanta gente reunida na minha vida.
Hoje, o Coxa faz parte da minha vida. Todos me conhecem como Coxa doente, aquele que sofre quieto, que apóia e veste a camisa mesmo perdendo, ou estando em pior fase que os rivais.
Mas as glórias são incomensuráveis, tenho muito orgulho do meu time, nunca me arrependi e nunca vou me arrepender de torcer pelo meu coxa, e encho a boca para falar com todo orgulho: Coxa eu te amooo!!!
Com essa coluna homenageio o meu amigo e irmão de coração Rogério de Paula Alves, que sempre está ao meu lado nos momentos mais difíceis da minha vida. Obrigado Rogerinho, por tudo que você neste momento difícil por qual nossa família está passando.
Antonio Julio Machado Lima Filho, o Julinho Lima, é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)