
FALA, COXAnauta!
Era uma vez uma pessoa comum, mas com um grande desejo. Ao encontrar sua fada madrinha fez o pedido:
-“Fada, quero ser um grande guerreiro, herói de uma grande nação, respeitado e amado por todos!”
E assim foi feito. A fada o transformou no Zagueiro Capitão de uma Legião Centenária Alviverde. Mas a fada o advertiu:
-“Lembre-se que seu desejo só será eterno se você sempre cultivar a humildade no seu coração e nunca se esquecer de suas origens e das pessoas que o ajudarão ao longo do caminho. Não avisarei novamente.”
O guerreiro travou grandes batalhas, sempre comandando seus soldados e a Nação que Nunca Abandona o carregava nos braços. Ele era o símbolo daquela bandeira Centenária e o Povo da Nação Alviverde sabia reconhecer um herói.
O tempo passou em glórias, até o dia que o chefe de um povo menos honrado o procurou com falsas promessas. Temendo o pior, o Líder do Primeiro Povo Alviverde cobriu todas as propostas do inimigo! Porém, a soberba já havia tomado conta do seu coração, e nem se lembrava mais de sua fada madrinha.
O que o guerreiro não sabia era que ela estava atenta...
Ao sair pelos portões dos fundos do Reino Verde e Branco e entrar nas terras menos honradas, estranhamente notou que seus pés calçavam chuteiras de cristal. Achou lindo, próprio para um príncipe...
Porém, com o passar do tempo seu desempenho foi caindo e ninguém mais confiava nele. Sua chuteira de cristal o atrapalhava, mas ele não conseguia mais tirá-la...
Sabendo de suas dificuldades, o Líder da Grande Nação Centenária estendeu a mão e o trouxe de volta. O Povo Alviverde ainda estava magoado e desconfiado, mas preferiu esperar.
As batalhas se seguiram e ele não era nem sombra do guerreiro de outrora. Sem comando e sem confiança, parecia que havia perdido o talento como por encanto (ou seria desencanto?). E aquelas chuteiras de cristal...
Chegou o dia da Grande Batalha! Toda uma Nação Centenária em prontidão e seus melhores Guerreiros prontos para a luta! Mas lá estava o ex-comandante, meio sem jeito envergando o Centenário Brasão.
Cinco tiros, nada mais. Ele era um dos escolhidos. O Povo que Nunca Abandona suspirou profundamente pedindo aos deuses piedade. Desajeitadamente correu e na hora do tiro fatal...
...PLIM! Ele virou uma abóbora! E com chuteiras de cristal!
O Povo clama:
-“Fada madrinha! Ainda não é meia-noite!”
-“Sinto muito galera, mas eu moro na Europa e aqui o fuso horário é diferente!”
Putz, por que tudo acontece com o Coxa??!!
Kelen Sbolli é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)