
FALA, COXAnauta!
Ontem, hoje e para sempre Verdão!
Lembro-me como se fosse hoje, um chute com a força que, com certeza, emanava da maior torcida, desde sempre, do futebol paranaense: Índio, gol do Coxa, 25 minutos do primeiro tempo. A alegria incontida de um adolescente que via, numa televisão em preto e branco, todo o resplendor alviverde. A continuidade daquela história está presente na mente de todo Coxa, seja de menino, de mulher, ou daqueles que tiveram a oportunidade de ver o Flecha Loira (Krüger), Aladim, Jairo (ah, Edson Bastos, como você lembra a "Intransponível Barreira de Ébano"!), além de Fedato, considerado por muitos como o maior zagueiro de todos os tempos do futebol paranaense, e Neno, artilheiro em três ocasiões pelo Glorioso (1941, 42 e 43), e, talvez, para desespero dos falacianos (sempre precisando de "alguma ajuda", ainda que nossa) um dos maiores responsáveis pela denominação do "furacão" (por que será do título, já que só ganharam um título em dez anos, enquanto nós ganhamos cinco?).
Ah, Glorioso, como é bom te ver outra vez revivendo a minha emoção de menino. Como é bom ter mais um motivo para comemorar. Ainda que tenhamos passados por momentos de profunda tristeza, hoje* é só comemoração, dia de extravasar sentimentos guardados, que somente esperavam um momento igual a esse para aflorar. Êxtase talvez seja a melhor palavra para indicar esse instante ( de muitas e muitas horas). Êxtase semelhante ao dos garotos-gigantes (ser um era meu sonho de infância) Keirrison (ah, Duílio, chegou um substituto à sua altura!), Pedro Ken (Miltinho, como você se encantaria de vê-lo jogar!) e Henrique (é, Bequinha, seu estilo permanece vivo na alma desse guerreiro!).
O agradecimento por essa imensurável alegria vai para todos vocês que, assim como a grande nação Coxa-Branca (a maior torcida paranaense), sofreram. Obrigado pelos instantes iluminados. Quando tudo parecia terminado, Keirrison, Anderson Lima, Henrique Dias, Gustavo encarnaram o "espírito eterno" de ser alviverde. Aquele sentimento que se apodera dos homens que vestem o manto sagrado e pisam no campo do Majestoso. Obrigado por não deixarem que a alegria daquele momento de criança se perdesse. Obrigado pelo gigantismo e pelo amor (esse ano pode-se notar tal sentimento). Obrigado por honrarem toda nossa centenária história. Obrigado, Eternos Gigantes!
Jorge Luiz dos Santos Junior é Coxa-Branca de coração.
*Nota do editor: texto recebido em 25.11.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)