
FALA, COXAnauta!
Desde o dia em que sofremos a primeira derrota do ano para a equipe do Palmeiras, fora de casa, ouvimos falar que a equipe do Coritiba não vem apresentando o bom futebol praticado no início da temporada, e salvo a vitória dos reservas sobre o Vasco (5x1) pelo campeonato
brasileiro, tenho que concordar que esta é uma verdade, pois no jogo derradeiro pela Copa do Brasil (Coritiba 3x2 Vasco), vimos um time guerreiro e com muita disposição, mas não podemos dizer que a equipe esteve perto das suas melhores atuações neste ano. Até então, víamos um time desconhecido pelo Brasil passando por cima de adversários fracos e omissos. Não estou querendo tirar os méritos pela bela seqüência de vitórias (fato não alcançado por nenhum outro clube neste país, jogando campeonatos regionais muito mais fracos tecnicamente do que o paranaense), mas a partir do momento em que o Alviverde paranaense goleou os paulistas pelo placar memorável de 6x0, todos os holofotes se voltaram para este time, que passou a ser estudado com mais cautela pelos seus adversários.
Antes do jogo no Couto Pereira contra a equipe do Palmeiras, eu acompanhava algumas matérias com entrevistas de jogadores e comissão técnica da equipe paulista e percebia que eles não haviam estudado a equipe Coxa. Hoje temos outra realidade, as equipes conhecem os jogadores e o esquema tático da equipe Coxa Branca, passamos com dificuldades pela equipe do Ceará, com um sistema extremamente defensivo que imobilizou as principais jogadas alviverdes, na Copa do Brasil. Depois perdemos em casa para a fraca equipe do Atlético-GO, na estréia do brasileirão, equipe esta que já havia sido batida em duas
oportunidades neste ano pelo Alviverde, isso foi considerado normal, pois o foco era a Copa do Brasil.
Assim vieram as finais da Copa do Brasil, e com elas a equipe imbatível demonstrou que poderia falhar. No primeiro jogo, uma bobeira da zaga deu a vantagem para a equipe adversária. No segundo jogo uma falha da comissão técnica, numa decisão precipitada em alterar o esquema tático numa partida de tamanha importância, e em alguns minutos a desvantagem que já jogava contra o alviverde se tornou maior ainda em mais uma falha gritante da defensiva alviverde. Mas o time não se abateu, e na base da garra e da vontade virou o placar, trazendo novamente esperança à torcida alviverde. O que esta nação não esperava era uma falha individual e grotesca do seu maior ídolo na atualidade, Edson Bastos. Depois disso, nem o gol do “cria da casa” e Coxa Branca de coração, Wilian, nos salvou do vice-campeonato.
Em meio aos jogos finais da Copa do Brasil, o Alviverde utilizou a equipe reserva nas partidas contra Corinthians e Vasco pelo brasileirão. Na derrota por 2x1 para o Corinthians jogando em São Paulo, faltou melhor sorte ao Verdão; sorte que esteve ao nosso lado na Vitória surpreendente por 5x1 contra a equipe do Vasco, onde nos primeiros minutos de jogo as quatro finalizações alviverdes foram morrer no fundo das redes. Nestes dois jogos voltamos a ter um time desconhecido e com uma tática um pouco diferenciada da apresentada até então e o bom futebol renascia no Alto da Glória.
Voltamos a ter o time titular no brasileirão, e com ele veio a derrota para o Botafogo (1x3), jogando no Rio de Janeiro. Muitos falaram que era um resultado normal em decorrência da “derrota” na Copa do Brasil. Porém a equipe demonstrou fragilidade na sua defesa novamente e o goleiro Edson Bastos voltou a falhar em dois gols da equipe carioca.
Mantivemos a calma, pois teríamos um jogo difícil no Couto Pereira, mas contávamos com o apoio da nossa torcida. Contra o Internacional a equipe esboçou jogar um bom futebol, mas esbarrou mais uma vez na marcação implacável do adversário e nas boas defesas do jovem goleiro colorado, ou na falta de sorte ou pontaria do ataque Coxa Branca. O resultado ruim nesta partida (1x1), foi considerado bom por muitos, pois poderia ser pior. Na partida do último sábado contra a equipe do Cruzeiro, necessitávamos de pelo menos um ponto na casa do adversário, porém, mais uma vez a defesa alviverde falhou e deixamos escapar um empate que seria heróico em vista do futebol apresentado.
Enfim, a equipe alviverde se tornou muito previsível para os seus adversários. O elenco sempre foi destacado, e quando mais precisamos de um elenco forte, o mesmo não vem sendo utilizado. Temos que olhar para os jogos contra Corinthians e Vasco pelo Campeonato Brasileiro e ver que temos boas peças para remodelar este time.
Deixo minha opinião particular sobre algumas mudanças que poderiam ser feitas, a começar por Edson Bastos, que não deixará de ser ídolo da torcida, mas me parece que a falha cometida num jogo importante mexeu com o brio do jogador, que necessita de um descanso merecido; temos dois excelentes goleiros e neste momento o Vanderlei é uma opção mais
segura para a meta alviverde. O volante Léo Gago já não apresenta a precisão nos passes que lhe renderam tantos elogios no início da temporada e além disso, as falhas do sistema defensivo alviverde têm muito a ver com a marcação frouxa por parte do meio campo Coxa Branca. Para corrigir esta situação, utilizaria os dois melhores volantes que temos neste momento, Leandro Donizete e Wilian, sendo que além destes já tivemos o prata da casa Djair entrando bem na equipe e também o injustiçado Marcos Paulo, que foi colocado numa fogueira e carregou uma culpa que não é dele pela má atuação inicial da equipe na final da
Copa do Brasil. Outra opção ainda para este setor é meia Tcheco, que cumpre muito bem esta função. Outra ferida da equipe considerada titular neste momento é o meia Davi. Muitos justificam sua queda de rendimento a saída do Marcos Aurélio. Eu sinceramente credito sua falta de rendimento a uma falta de vontade que percebo da parte deste
jogador em muitas partidas.
Após estas singelas opiniões de torcedor, e levando em consideração que o guerreiro Leandro Donizete já esteja recuperado de sua lesão, entraria em campo na quinta-feira com a seguinte formação:
Vanderlei, Jonas, Pereira, Emerson e Eltinho, Leandro Donizete, Wilian, Rafinha e Marcos Aurélio, Leonardo (Anderson Aquino) e Bill.
Ou ainda, poderíamos ter uma variação tática, com a seguinte formação:
Vanderelei, Jeci, Pereira e Emerson, Rafinha, Lendro Donizete, Wilian, Marcos Aurélio e Eltinho, Leonardo (Anderson Aquino) e Bill.
Como já mencionei, esta é apenas uma opinião de torcedor, e como todo torcedor tem um pouco de técnico e cada técnico tem a sua visão, gostaria de compartilhar a minha com todos e saber a opinião dos demais companheiros a respeito.
Ericke Cesar Cruz é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do Portal COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
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