
FALA, COXAnauta!
Ao ler as notícias vinculadas pela imprensa local, percebo que não existem muitos assuntos e que os poucos que surgem são mais especulativos do que reais ou práticos. Se não tivéssemos notícias sobre futebol desde o fim de novembro até agora, não teria feito diferença alguma. Apenas filmes com finais conhecidos, papel picado sobre o conquista do Corinthians e especulações sobre grandezas, números pouco concretos e balelas de alguns colunistas. Os poucos fatos que ocorrem são apresentados e manipulados da maneira que os jornais e sites especializados bem entendem.
Porém, quando os colunistas ou “proprietários” das matérias são atleticanos, acredito que estes fumam um “baseado” pra escrever. Obviamente, não estou falando de todos. Respeito imensamente homens como Antônio Carlos Carneiro Neto, por exemplo (para mim, um grande narrador da época de rádio, junto com Lombardi Junior). Para exemplificar o que afirmei, recentemente, abri o Paraná-online e observei na manchete que o CAP havia sido terceiro colocado num torneio sub-23 realizado no Uruguai. PARABÉNS, pensei comigo... Vou mandar um email pro meu irmão atleticano, em Dublin (onde se encontra), dando congratulações pela boa colocação no torneio internacional... Ainda bem que continuei lendo a notícia. Na realidade, só haviam quatro equipes no torneio e poderiam também dizer perfeitamente que o CAP ficou em penúltimo. Pasmem os senhores e observem o quanto isto é comum; usar subterfúgios para mascarar uma informação.
Em outra notícia anterior, o Coritiba foi eliminado pelo Cruzeiro no campeonato brasileiro sub-23. Não há dúvidas disso. Inclusive, no jogo posterior o Cruzeiro foi o Campeão Brasileiro da categoria. O detalhe é o seguinte: o Coxa também conquistou a terceira colocação; a diferença é que haviam 20 times, se não estou enganado, estando atrás dele outras 17 equipes. Neste caso, ninguém questiona, pois a imprensa ruborizada faz vistas grossas pra tudo aquilo que é conveniente a eles. Na verdade, é tudo caso pensado, pois havendo dezenas de coincidências sempre em prol de um, torna-se impossível desmentir a evidência.
Outro exemplo recente ocorreu depois da divulgação da pesquisa sobre as torcidas na capital e no interior. O normal, após a divulgação da pesquisa, é confrontar as opiniões dos dois interessados numa mesma matéria. Porém, passado alguns dias, a imprensa levanta um questionamento do Vice-Presidente dos atleticanos, Sr. João Alfredo Costa Filho, onde ele “tem certeza” que a diferença entre torcedores de Coritiba e CAP - em favor do CAP - é bem maior do que a pesquisa evidenciou. E ainda foi mais longe: disse que daqui uns cinco anos, a torcida do CAP será o dobro em relação aos “Coxas”, graças ao patrimônio e outras coisas (festa com dinheiro alheio)... Pretensioso o vidente, pra não dizer arrogante, pois a pesquisa não mostra vantagem dentro da margem de erro. Ora, Sr. João Alfredo Costa Filho: lembro que a pesquisa também não captou a opinião das pessoas dentro da faixa em que a torcida do Coxa mais cresceu, que é abaixo dos 16 anos. Então, do que está reclamando? O Coritiba, apesar do detalhe em questão, não questionou esta em momento algum. Pra variar, acatamos tudo como cordatos que somos. Confesso que achei muito estranho a Gazeta divulgar tal “empate técnico”, sendo ela um jornal de proprietários torcedores do CAP. Por outro lado, esta especulação sobre torcida foi feita praticamente junto à final do Mundial de Clubes. Então, vamos questionar também o fato desta pesquisa não ser realizada nas proximidades da final da Copa do Brasil, onde um dos Clubes era o Coritiba. Tudo pode ser questionado. O que não podemos concordar é que a sardinha sempre seja colocada no mesmo lado da mesa.
Porém, pensando um pouco como torcedor do CAP, entendo perfeitamente o que acontece. Quando lemos as palavras do Mafuz (e não vamos deixar de lê-lo) em suas publicações, diferente de outros colunistas Coxas, escancara-se a necessidade de uma auto-afirmação atleticana; já que é um time que não tem mais o brilho de quase uma década atrás, então vamos fazer “marketing vazio”. Funciona em curto prazo. O pior de tudo é que ele, ultimamente, tem usado uma linguagem própria de juristas para explicar coisas estranhas relacionadas às obras do Joaquim Américo (Baixada), sobre justificativas de repasses de verbas públicas, criticando inclusive a demora dos trâmites e o quanto o seu clube de coração está sendo “prejudicado”. Enfim, é um “papo de escovar ouriço”. Sei que todos aí são observadores e devem perceber que existe uma tendência política dentro dos meios que fazem a comunicação aos paranaenses.
Porém, fiquemos atentos e vamos divulgar. S.A.V. e um grande ano com Alex e cia. Vamos ouvir mais choros...
Maurício Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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