
FALA, COXAnauta!
Como todo bom “navegador” de internet, procuro obter informações nas mais diversas fontes antes de tirar conclusões ou escrever.
Quando o assunto é o nosso Coritiba Foot Ball Club, visito também os sites dos outros clubes e, juntando as opiniões diversas, tiro minhas conclusões. Em meio a tantas opiniões que são expressadas, encontramos algumas coisas interessantes e um certo e inesperado respeito com relação ao Coxa.
Mas, não demora muito e achamos as famosas pérolas e fantasias que partem principalmente do mundo ruborizado. Ao freqüentar o furacão.com, observei uma série de comentários a respeito do AtleTiba passado e não pude deixar de rir de alguns colunistas.
O colunista Ricardo Campelo fez uma boa descrição sobre o comportamento dos times em campo durante o jogo, com certa propriedade, e depois resolveu falar sobre a tal superioridade: “A diferença nossa para eles é abismal e só tende a aumentar”... Na realidade, ao fazermos uma avaliação fria e colocando o time do Alto da Glória no seu devido lugar, ele tem razão. Caso contrário, de qual diferença ele esta falando? Estariam referindo-se ao seu novo estádio? Acho que não, pois o velho Couto Pereira nos serve e serviu a todos eles no passado (queriam até emprestá-lo para decidir a Libertadores).
Se for de títulos, nos últimos seis anos (2004 até 2009) temos quatro contra dois deles e uma participação em libertadores para cada um. Nem vou falar em Copa do Brasil, pois o Coxa já chegou a sua terceira semifinal e o CAP nem na praia morre... Se estiver falando do total de títulos, fico sem palavras. Quando falou do passado, lembrou que o Coritiba, supostamente, ganhava títulos no apito.
Não sou deste tempo (muito menos ele, que é bem mais novo), mas eles queriam ganhar o que contra verdadeiros esquadrões, onde podemos citar jogadores como Krieger, Tião Abatiá, Paquito, Zé Roberto, Negreiros, Oberdam, Pescuma, Nilo, Aladim, Leocádio, Dirceu Guimarães, Cláudio, Eli, Hidalgo, Pedro Rocha, Freitas, Duílio, Dreyer, Jairo e outros; na maioria dos campeonatos estaduais não chegavam nem a vice! Mas, existem Atleticanos sensatos: nunca esqueço, quando o grande Antônio Carlos Carneiro Neto “desmascarou” o Mafuz numa só frase: “O Coritiba tinha time”! Se alguém tem dúvida disto, veja em quantos Brasileirões o CAP chegou a frente do Coxa na década de 70 (os árbitros não eram do estado do Paraná neste caso, certo?).
Vamos, então, lembrá-los do “apito amigo” da final de 1988, onde o atacante Wilson, do CAP, fez um gol em completo impedimento contra o Pinheiros; a “gusparada” do Gabiru no zagueiro Flavio, na final de 2000, onde só o zagueiro do Coxa foi expulso; o pênalti sobre o Rafinha, na final de 2005, dentro da baixada; talvez se recorde do gol que a bola nem sequer entrou, recentemente, que mudou o destino do campeonato! Não estou dizendo que eles tenham sido ajudados, pois, os juízes são passíveis de erros; porém, se fosse para nós, era roubo!
E o que dizer do Ivens Mendes? Mas, voltando à afirmação do Campelo: em que o CAP é melhor que o Coxa, de forma tão abismal? Chegaram a aliciar jogadores do CT do Atuba (o Choco e o Raul, para refrescar a memória dos caras que é lazar... de ruim) e ainda falam maravilhas do famoso CT do Caju, a fábrica de... de que mesmo? Pena (para eles) que não podem levar o Prof. Miro, o Krüger, o Pachequinho, etc. Por tudo isto, Sr. Campelo, “a diferença nossa para ‘vocês’ é abismal”.
Porém, não serei arrogante, a ponto de dizer que “só tende a aumentar”, pois não me considero acima do bem e do mal.
Aliás, o Sr. Juares Villela Filho disse que torcer pro ruborizado é uma dádiva divina. Não quero decepcioná-lo, mas, como qualquer escolha boa ou ruim, é apenas mais uma. Pensando bem, Deus nem quer saber pra quem você torce. O futebol é pagão, de uma forma assustadora e desmedida, chegando ao ponto de vermos um torcedor tirar a vida de outro contrário. Não adianta rezar, pois com este time ruim de vocês só vão passar vergonha até o fim.
O importante é não desfazer o “seu sorriso no canto da boca”, pois cada um fica feliz com o “produto” que lhe satisfaz. Ao “pensar que ser atleticano é uma dádiva divina”, algo religioso, fiquei pensando como seria o sermão de um pastor ou padre, num culto de um templo qualquer: “Irmãos e irmãs aqui presentes! Todos aqueles, torcedores do Atlético, alcançarão a sabedoria do Pai ao seguirem pelo caminho da retidão que é iluminado pelas luzes vermelhas e pretas e...luzes vermelhas e pretas?” Estou até imaginando a igreja ou templo esvaziando, após estas palavras!
O Sr. Juares conseguiu acabar o texto com “chave de ouro” ao dizer que é melhor perder, sendo Atleticano, do que vencer, sendo Coxa. Poupe-nos de tamanha “eresia” e agradeça por não existir mais a Inquisição.
Melhor para o torcedor do Coxa e ser Coxa e para o Atleticano é torcer para o CAP. Por acaso, alguém iria até uma churrascaria e aceitaria comer só salada, pela metade do preço? Compraria uma cerveja quente, pela metade do preço e beberia, no lugar de uma gelada? Torcer pro Atlético é parecido com isso, algumas vezes. Para quem ainda não se decidiu para qual torcer, é melhor saber as verdades.
Não se encante com luxo barato. E o melhor para vocês do furacão, para finalizar, é evitar cruzar com o Coritiba, pois ele as vezes "machuca" mesmo, principalmente ao lado de nossa torcida que é, com o perdão da palavra, fo** (até os corinthianos "ficaram de cara").
Recentemente, ouvi um novo ditado Coxa que diz: se você gosta de "fura cão", espete um cachorro (pode ser poodle).
Muita paz!!!
Briga, só de palavras.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)