
FALA, COXAnauta!
Nos últimos anos, tenho sido um acompanhante assíduo dos Coxanautas e, ultimamente, passei a emitir algumas opiniões a respeito do nosso Coritiba. Todo aquele que ajuda a defender nossa história, representada por dramas, fracassos e, principalmente, conquistas sempre terá o apoio da nação Alviverde.
Apesar de não conhecer os integrantes da equipe do site (só conversei com o Cláudio Réus, pessoalmente), já tenho uma noção das pessoas que o construíram, através de seus comentários. Curiosamente, em uma das oportunidades que escrevi no Falacoxanautas, critiquei parcialmente uma opinião que o Percy havia emitido e o mesmo escreveu uma réplica no comentário, em alto nível.
Digo isto para reforçar que toda relação criada em torno do respeito de opinião, deve ser “cultivada” (termo próprio de agrônomo), mesmo que seja por via eletrônica. Ontem, observei que ele passou a ser o editor chefe do site e tive a curiosidade de ler como se iniciou a relação entre o Percy e o Clube, quando o nosso Verdão sagrou-se Campeão do Brasil, em 1985, com Lela, Índio, Tobi e Rafael.
Imediatamente, fiz uma reflexão sobre a minha história com o Coxa, que começou em 1979, e as similaridades que existem entre os torcedores que surgiram nesta época, que admiravam o futebol de Aladim, Luiz Freire, Tadei, Jairo e outros. Naquele ano, pudemos acompanhar a decisão do Campeonato Brasileiro em sua fase semifinal, onde se enfrentavam Vasco da Gama e Coritiba. No primeiro jogo, no Alto da Glória, empate em um gol. No jogo do Maracanã, 2 a 1 para o Vasco, com um gol “suspeito” do Roberto Dinamite, levando o Vasco para a final contra o Colorado Gaúcho.
No paranaense, fritamos o Colorado (o falsificado) por 2 a 0. No ano seguinte, lá estava o Verdão em outra semifinal, contra o Flamengo, do árbitro José de Assis “Aramengão”, em outros dois jogos. Apesar da eliminação, a derrota por 4 a 3, no Maracanã, estampou a grandeza do Clube para o Brasil, num jogo memorável com gols espetaculares, de pura arte.
Enfim, quem conhece um pouco do centenário Alviverde, tem motivos de sobra para admirá- lo e defendê-lo. Não é uma história qualquer, baseada em fatos pequenos ou isolados. Entretanto, apesar das grandes vitórias e conquistas, ao olhar para o passado e presente, são as injustiças que nos motivam a lutar em favor da Instituição e tornam nossa história mais bonita e dramática.
Todos lembram que sofremos represálias de nossa própria confederação e, em seguida, um rebaixamento no tapetão; que subimos no campo, mas, viraram a mesa duas vezes; que choramos derrotas impostas por árbitros, como aquela para o Flamengo do “craque” Wilson de Souza Mendonça, em 2005; que por vezes tivemos vitórias até sobre os árbitros, como no Torneio do Povo em 1973 e na final de 2004, dentro da Baixada; que engolimos os gols do Jobison pelo Botafogo, dopado, e descemos novamente, causando grande revolta; Os mais antigos lembram de nossas origens e de tudo que a nós foi atribuído, indevidamente, como a segregação (algo que fez parte da história do nosso maior rival e que muitos, desconhecem).
Portanto, esta deve ser uma das maiores razões da existência dos Coxanautas, além da divulgação do Clube e de sua torcida: defender nossas idéias e o próprio Coritiba. Apesar de estarmos na série B, verificamos que não devemos nada para ninguém no Estado. É só uma questão de tempo para restabelecermos a ordem das coisas. Pouco adianta o uso de maquiagem, como fazem a mídia e alguns cronistas, pois, na verdade, os números não mentem: de 2003 para cá, conquistamos 5 títulos, no geral e os “bons da boca”, apenas 2.
Nossas categorias de base continuam revelando mais, apesar da fama do tal CT do Caju. Para nosso azar, a Seleção treinou lá, pegou um pouco daquela energia e o resultado foi... Ainda bem que não temos a arrogância como característica.
Boa sorte ao Percy e sua equipe.
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)