
FALA, COXAnauta!
Persistência da memória
Todos lembram do campeão. Quase ninguém lembra do segundo lugar. Ayrton Senna disse certa vez que “o segundo lugar é o primeiro dos perdedores”.
A exceção da regra são desempenhos fabulosos, que beiram a genialidade, como a seleção holandesa em 74 (a Alemanha venceu a Copa, alguém lembra?) e a inesquecível seleção brasileira em 82 (com a desclassificação do Brasil, a Espanha voltou à vida normal, a Copa do Mundo era somente mais um torneio de futebol).
Moro a mais de mil quilômetros do Couto Pereira. Posso dizer, com autoridade, que até alguns meses atrás pouca gente conhecia o Coxa. Cansei de explicar que a camisa jogadeira “não, não é do Botafogo” (a jogadeira é a número 2, com listras verticais, que foi usada na conquista do título brasileiro). Afinal, desde 1985 já passou um bom tempo. Muitos dos que hoje acompanham o futebol ainda não eram nascidos.
Agora, com o acesso à série A assegurado, um reconhecimento começa a aparecer. Já ouvi alguém dizendo “o tal do Coritiba é como se fosse o São Paulo da série B, abriu distância do segundo colocado do mesmo jeito”. Sem querer fazer qualquer comparação, prefiro ouvir isso a não ouvir nada.
E que venha a faixa de campeão! Claro que ninguém quer usar a estrela da segundona na camisa. Para acompanhar a estrela de 85, só outra igual (se é para estrelar a camisa, um para cada campeonato estadual então. Vai faltar pano). Piadas à parte, o título é sim necessário, se não fundamental. Continuando com a filosofia do nosso professor, um jogo de cada vez, para fincarmos os dois pés na parte mais alta da tabela e subirmos como manda o manual das grandes equipes: com o caneco na mão.
E para não deixar em branco: a cota anual de tropeços já foi totalmente preenchida, certo?
Saudações Coxa-brancas!
Alexandre Berejuk é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)