
FALA, COXAnauta!
Acredito que todos nós sempre devamos refletir sobre o que acreditamos ser verdade, sobre o que julgamos como correto. Esse é um processo que não podemos deixar de lado em nossas vidas, sob o risco de ficarmos para trás, ultrapassados, obsoletos e sem utilidade. Por vezes, precisamos deixar a paixão de lado para sermos norteados pela razão.
Falei isso pelo seguinte: li mais de uma vez, duas colunas postadas no COXAnautas nessa semana: a coluna do Alex e o texto do Guilherme Zaitter. Não os conheço pessoalmente, mas de maneira similar eles analisaram a situação do clube e dos motivos que levam o nosso Coritiba a passar por momentos como o de agora. Fizeram, também, uma analogia do que tivemos de conquistas nos últimos anos.
Sabe a qual conclusão eles chegaram (e eu concordo com ambos)? De 1985 para cá (últimos 24 anos) nós não tivemos qualquer importância no cenário esportivo nacional. Fomos um time pequeno, sem expressão, sem representatividade, sem conquistas. O que conseguimos foram apenas alguns míseros Campeonatos Paranaenses que, pelo nível técnico sofrível, não nos dão orgulho algum. Deveríamos sim ter ganho muito mais deles, pois não há quantidade de adversários a altura no estado.
E sabem de quem é a culpa por tudo isso? É ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE DAS PESSOAS QUE DIRIGEM O CLUBE. Eu, particularmente, não pensava dessa forma mas mudei minha linha de raciocínio. Temos torcida, temos estádio, temos força, mas não temos representantes a altura. Além disso, possuímos um "regimento interno" que nos leva a ter vários "caciques" sendo que cada "cacique" tem um pequeno poder e nenhum deles efetivamente põe "ordem na aldeia".
Se estou errado nessa linha de pensamento (e consequentemente os Srs Alex e Guilherme também estão), me citem: qual dos representantes da diretoria de nosso clube teve passagem representativa (marcante positivamente) nesses últimos 24 anos? Que diretoria nos elevou a um patamar de reconhecimento junto ao futebol brasileiro? Que dirigente fez melhorias representativas no patrimônio do clube? Que dirigente nos fez orgulharmos de ser Coxas? Que dirigente nos deu títulos?
Se acaso nós pensarmos que sermos campeões parananenses, participarmos fracamente de 2 Libertadores, sermos campeõs da segundona e chegarmos às semifinais de Copa do Brasil esteja bom, devemos manter o modelo de gestão atual e deixar as mesmas pessoas no comando. Agora, se quisermos (e eu quero) um clube forte, vencedor, com representatividade e respeitado, precisamos mudar já as pessoas, o estatuto e o modelo de gestão.
Parece difícil, mas não é tanto. Basta que pessoas sem interesse pessoal, financeiro ou político tomem a frente dessa idéia. Refaçamos o estatuto de imediato, e coloquemos à frente do nosso clube uma pessoa gabaritada e com perfil para gerir futebol. Se houver um pouco de vontade de todos os setores (torcida, imprensa, conselho, diretoria, etc) isso é possível.
Apenas para concluir: numa eventual reunião do Clube dos 13 ou na própria CBF, alguém sabe quem é Jair Cirino? Será que ao menos deixam ele falar nessas reuniões? Garanto aos meus amigos coxas que os nomes de Fábio Koff, Marcio Braga, Andrés Sanchez, Fernando Carvalho, Zezé Perrela todos conhecem. Coincidência ou não, os clubes que esses senhores representam são os clubes que mais possuem força e representatividade no Brasil.
Glenn Stenger é Coxa-Branca de coração.
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Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)