
FALA, COXAnauta!
Que tal comparar o nosso time com um veículo e nossa direção com os mecânicos? A “carroça” do Coritiba, modelo 2009, não tem passado por dias muitos fáceis, ultimamente.
No início do ano, em pleno verão, nem imaginaríamos o que poderia acontecer. Muito se falou sobre o tal ano do centenário e então criou-se o “Projeto Vencer”. Hoje, está mais fácil mudar o nome do projeto do que tentar realizá-lo...
Lá em Janeiro não sabíamos qual seria o desempenho da “máquina”. Era um “modelito” recauchutado, precisando de ajustes e que foi colocado na “pista”, sem estar com o motor devidamente regulado. Na primeira vez que o motor funcionou, já começou a tossir: empate com o Irati, em casa. Então, nossa equipe de manutenção entrou em ação. “Tomará seja apenas uma sujeirinha no Carburador”. O melhor era adquirir um modelo com Injeção Eletrônica.
Mas, nossos “técnicos e mecânicos” teimaram: nem pensar; isto é “muderno dimais da conta” e “incaricido” no preço. Na realidade, já estão familiarizados com os modelos antigos, mais baratos e “confiáveis”. É a velha máxima do fusca: se pifar, reza que é bem provável que ele pegue. Não vem com essa de comandos eletrônicos, chip disso, chip daquilo, gasolina aditivada, flex, controle de tração, freio ABS... “O Negócio é o seguinte: joga uma 'gasosa' no distribuidor, da uma 'fuçada' no platinado, uma 'soprada' nos filtro, uma 'iscovada' nas velas e coloca o 'mardito' no ponto. Mede o óleo na vareta e se faltar, completa com aquele 'dois tempo', o mesmo que tá na prateleira e já usaram uns anos atrás, na época do GG”, disse o coordenador de manutenção. Olharam o marcador de combustível e viram que o tanque “tava cheio”.
A gasolina? Compraram daquela mais “barata”, num daqueles postos que já foram notificados por falsificação. De repente, um dos mecânicos sugeriu: “que tal uma batizada com naftalina? Dizem que aumenta a ‘quitanagem’ e fica bala(octanagem, se alguém não ouviu falar)! O nosso equipamento vai ficar envenenado...”
A metodologia empregada pela “direção” da nossa mecânica não tem nada dessas “friscura”: se o roncão do motor agradar, ta aprovado. Depois de rodar uns quilômetros e ver que o desempenho pouco evoluiu, é hora de comprar umas peças novas. É como dizem no interior; “agora vai!” E aí começou a chegar: Vicente, Hugo 2, (“chama o Hugo”, pois a cerveja tava quente, no Sábado), Jailton, Bruno (?) e outros incógnitos. Disseram que as peças eram de segunda divisão, digo, segunda mão...
Daí, prá completar, meteram uma turbina (Marcelinho Paraíba) na mecânica original, junto com as gambiarras e disseram. “Agora vai duma vez, nem que ‘istore’.” Mesmo assim, o carro não quis pegar; então, o pessoal da direção disse que descobriu o “pobrema”.
Hoje, as vésperas do inverno e com o frio que tem feito, aposto que tem sido a bateria, sem dúvida. “Tarracha bem os cabo e mete uma Chupeta”. Bateram na partida e só se “iscutaram” o ronco do motor de arranque. “Vamo troca o motor de arranque também”. A torcida, olhando tudo isso acontecer pensou: acho que vamos precisar empurrar na descida (e olha que a torcida empurra, até na subida).
De repente, pegou! Fez uma fumaceira, tossiu de todo lado, mas pegou. Todos vibraram... E aí foi! Pegou no tranco! Chega de fiasco... “Ninguém segura nosso Fordeco! Pisa pra amacia”, gritou o mecânico.
Mas, como sempre, "o Ministério da Saúde adverte": pede pra da uma olhada no ponteiro da temperatura, no painel, pois acho que ta esquentando demais! Ih? Acabo de descobrir que o modelo só tem velocímetro e marcador de combustível! E se fu... fundir o motor, seu Rêne??? O importante é não desistir.
Vamo que vamo...
Mauricio Dobjanski é Coxa-Branca de coração.
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