
FALA, COXAnauta!
Reflexões sobre a torcida, Império e inevitáveis mudanças
Em meus primeiros jogos do Verdão nossa torcida ficava na “Essenfelder” e os visitantes, quando haviam, na Amâncio Moro.
Muitas vezes presenciei a caminhada da torcida no intervalo, de um lado para outro do estádio, para apoiar o Glorioso no gol de ataque. Sempre me foi motivo de êxtase admirar nossa principal organizada, e esta continua me orgulhando. O que fizemos desde 2004 foi muito, e nunca haverão adjetivos suficientes para enaltecer um espírito tão apaixonado como o dos nossos torcedores. Fiquei sócio na Amâncio Moro e desde então desfruto de momentos inesquecíveis. Com a Império aprendi a gritar “Coooxaaaa” sem parar, a “Sair do Chão”, a dizer ao mundo que “Sou Coxa-Branca com muito orgulho e com muito amor” em qualquer situação.
No jogo de ontem, um astral muito legal imperava nas arquibancadas, mesmo na Mauá e sociais. Foi quando alguns tiveram a idéia de iniciar gritos de atemorização à pequena torcida do Figueirense. “Vai morrer”, entre outras coisas.
Não achei certo, e entristeci-me mais ainda ao olhar a perplexidade dos pais ao não saber explicar aos Coxinhas (e eram muitos) o que aquilo significava. Não demorou muito para que os outros setores vaiassem a “sede de vingança” de alguns, deixando imediatamente de apoiar os cânticos da Império.
Tenho total convicção de que nossa maior organizada deve assumir o papel de liderar nosso comportamento. Duvido que o Papagaio aprove atitudes como a de ontem, mas precisa ter ascendência sobre nós, que ali ficamos.
Estamos cantando muitas músicas xingando nosso rival e enaltecendo nossa maior organizada, e isto, definitivamente, não traz o restante do estádio para o nosso lado.
Quando o estádio inflama, é questão de inteligência e perspicácia puxar o “lê lê ô Coxa”, o “dá-lhe dá-lhe dá-lhe Coxa”. Devemos agir pensando na união, no grito mais alto, no prazer de estarmos juntos, exaltação, êxtase.
Guardemos sim para os rivais e para nosso ego algumas músicas, mas pensemos no que precisamos fazer para que o estádio inteiro cante conosco.
No Couto ou em qualquer lugar, Paz e o Verdão é tudo que devemos levar no coração.
“A boca fala daquilo que o coração está cheio.”
Eduardo Bunick Junior é Coxa-Branca de coração.
Nota: A opinião do autor não representa necessariamente a opinião da equipe de administradores do site COXAnautas, que apenas cede o espaço à publicação.
Para que a minha glória a ti cante louvores, e não se cale. Senhor, meu Deus, eu te louvarei para sempre. (Salmos 30:12)